Foram apreendidos oito bastões de benzoilmetil-hectogomina, que seriam suficientes para fazer quase 250 pedras de crack.
Policiais da Delegacia de Investigações Gerais sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru fecharam, ontem de manhã, uma boca de tráfico que funcionava num bar na avenida Lúcio Luciano, no Núcleo Bauru 22. A operação policial resultou na apreensão de 11 pedras de crack e oito bastões da substância benzoilmetil-hectogonina, utilizada para fabricar a droga, além de R$ 60,00 em notas de R$ 10,00, R$ 5,00 e R$ 1,00.
Os investigadores chegaram ao local após receberam denúncia anônima de que R. A. L., 27 anos, e A. M. S. L., 29 anos, traficavam crack no bar de sua propriedade. Depois de investigações, descobriram que parte da droga era guardada na residência do casal, na quadra 3 da rua Crevelente Guedini.
De posse de mandato de busca, duas equipes da Dise se dirigiram, pela manhã, ao bar e à residência do casal, onde ficaram de campana aguardando-os. No corredor lateral ao bar, eles encontraram A. e na residência, R.
No local onde o casal morava, R. mostrou aos policiais onde guardava os oito bastões de benzoilmetil-hectogonina, popularmente chamados de giz. A substância estava no beiral do telhado, envolvido em sacola de plástico.
De acordo com o delegado José Henrique Gomes dos Santos, titular da Dise, os bastões eram comprados de traficantes maiores por R. e A. Depois, os gizes eram quebrados para formar as pedras, que eram embaladas para a venda.
No terreno atrás do bar, enterrado próximo a uma tubulação de cimento, os policiais encontraram as pedras de crack embaladas em saco plástico. Na operação, as equipes apreenderam, ainda, quantidade de dinheiro, o que caracterizaria a venda da droga.
Cada bastão é suficiente para produzir de 25 a 30 porções de pedra de crack. Toda a droga apreendida equivale a 250 porções de pedras de crack. Não tenho dúvida de que o bar era boca de tráfico e que vendia de 300 a 500 pedras por semana, afirma o delegado Santos.
Na tarde de ontem, R. e A. prestariam depoimento na Dise e, depois, seriam encaminhados para a Cadeia Pública de Bauru e Penitenciária Feminina de Cabrália Paulista, respectivamente, por se tratar de crime inafiançável.
Eles foram autuados por tráfico de entorpecente, com o agravante de estarem associados para o delito. Por causa disso, a pena, caso sejam condenados, poderá variar de 3 a 15 anos de detenção.
Agora, a Dise trabalha para descobrir quem era o traficante maior que fornecia os gizes a R. e A. Já temos pistas do traficante e esperamos prendê-lo em breve, adianta Santos.
A Dise solicita às pessoas que tiveram informações sobre tráfico de drogas na cidade que denunciem, mesmo que anonimamente, pelo telefone 234-3477. A maior parte das informações resulta na prisão dos traficantes e contribui para a redução do volume de tráfico de entorpecentes na região.