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Ex-presidentes do DAE falam do sistema

Nelson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Em relação aos demais depoimentos colhidos ontem pelos vereadores que integram a CEI do DAE, Antônio Carlos Duarte, Arlindo Figueiredo e Anésio Imperador se referiram à existência de um sistema interligado no sistema de abastecimento de água da cidade o que permitiria, nos últimos anos, suprir uma emergência em algum bairro da cidade, ainda que de forma precária, por algum tempo, até que o problema fosse atacado.

O primeiro depoimento acrescentou muito pouco à CEI. Presidente do DAE há 20 anos, Antônio Carlos Duarte repetiu a vários questionamentos dizendo que a memória não colaborava. Disse que no início, pelos idos de 1981, se perfurava poço para o conhecimento da hidrogeologia da cidade. Ele lembrou que, nesta época, quem realizava as perfurações nos municípios era o Estado. Assim, toda vez que o estudo culminava com o surgimento de um poço, as cidades ganhavam um novo ponto de abastecimento.

Duarte disse que não se recorda do poço Roosevelt I ter apresentado problema durante sua gestão. A vazão, na época, já era pequena, segundo ele de cerca de 70 mil m3/hora, um volume mais do que suficiente para a população da região naquele momento.

Já Anésio Imperador disse que em sua gestão com o presidente do DAE, os poços trabalhavam no limite, enquanto que na ETA há havia trincas. O sistema trabalhava sobrecarregado. O novo poço do Gasparini resolveu o problema da região Norte, naquela época. Quando o Gasparini apresentava problema, era uma calamidade, comentou. Sobre aspectos técnicos, Imperador comentou que não se tira uma bomba de dentro do poço para fazer revisão e que há um monitoramento da produção de cada poço.

Imperador elogiou o quadro de servidores do DAE e disse que os poços tinham ação em tempo real assim que algum problema surgia. Também repetiu que os poços recebiam manutenção normal. Sobre a necessidade de dispensa de licitação para esse tipo de obra, Anésio Imperador afirmou que havendo planejamento, não há dispensa.

O terceiro ex-presidente da autarquia a depor foi Arlindo Figueiredo. Ele mencionou que o poço Roosevelt I já existia quando ele foi presidente do DAE. O poço era recente quando eu assumi e não apresentava problema. Fizemos o acompanhamento da produção. Naquele tempo não havia recursos, dependíamos do Estado, falou. Sobre a dispensa de licitação para a contratação de um poço, o assunto do dia, ele disse que depende do caso. Pode acontecer um acidente, pode romper filtro, cair a bomba e se perder o poço. A emergência não espera nesses casos.

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