Reconhece-se que a Nação ainda não conseguiu alcançar o índice de cultura intelectual que necessitaria ter para ir se aproximando de todas aquelas melhores existentes em outros continentes. E isso acontece porque nem todos os governos que já teve se abalançaram a penetrar profundamente na área a fim de preparar seus sucessores para esse fundamento, sem dúvida transcendental para seu futuro, hoje muito exigente porque, sem estrabismos inconseqüentes, percebe-se que esse futuro vem se aproximando rapidamente de nossas viseiras, se é que ele já não chegou. Conseqüentemente, aí está o País reclamando avanços expeditos e desembaraçados para agarrar o bastão da corrida e acompanhar a corrente que se deslancha à sua frente. Mercê de Deus é o que o atual Governo Federal vem desenvolvendo a partir do necessário ponto de partida. Dentro do prisma, está se observando a campanha pela cultura que sua equipe vem realizando, junto à população infantil, através da mídia. Já tivemos oportunidade de observar, a propósito, chamadas televisivas de vários tipos, despertando a criançada para a importância da educação e do saber, e, ainda agora, estamos vendo cenas em que garotos e garotas se revelam dispostos a ler e gostar dos livros em geral, dizendo textualmente: Na classe, a professora leu um livro para nós e eu achei legal. Em casa, fiz sua leitura pra mamãe, que adorou e o leu para minha irmã, que também se encantou e o leu para primos e, ainda, para a professora de sua classe que, então, passou a lê-lo para todos os seus alunos. Dessa forma, vamos acabar fazendo do Brasil um país de leitores! Muito bem! E isso está incentivando até mesmo idosos, que não tiveram condições de aprender a ler na adolescência ou na juventude e estão tentanto-o agora, aos milhões. Uma senhora, octogenária, como muitas outras, matriculou-se em um curso de alfabetização de adultos e, além de aprender a ler e escrever, desinibiu-se tanto que até remoçou, tornando-se sociável por excelência. Na primeira manhã, em que foi mudada de classe, sentou-se ao lado de um jovem, 19, e, com um sorriso amável, sacou em seus ouvidos: Oi, gato, bom dia. Meu nome é Rose. E o teu, qual é? Tenho 87 anos. Vamos estudar juntos? E podemos trocar um abraço de colegas?
Vejam só... Conclui-se, então, que a ida para a escola ou a volta para ela não tem idade e deve de ser empreendida em qualquer tempo, embora o ideal é que seja efetuada, desde que possível, na infância ou na adolescência, como o vem tentando o atual Governo, aplicando nela custoso dinheiro, inclusive financiando o ensino primário de 12 milhões de crianças carentes em todo o País. Que vá em frente, como, oportunamente, opinaria nosso ilustre parlamentar e jornalista Sólon Borges dos Reis, destacando: Sem educação para saber escolher não há Democracia. Só a educação do povo pode levar o Brasil a um grande destino. É também a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.