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Maranhão - III: Encantos de Alcântara

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Alcântara mistura o velho e o novo. O antigo fica por conta dos inúmeros casarões, símbolo da aristocracia dominante, do pelourinho onde os escravos negros eram torturados, das igrejas centenárias onde o catolicismo fervia e das ruínas emolduradas pelo mar e céu azul. O novo é mesmo moderníssimo: a Base de Lançamento de Foguetes estrategicamente fincada no Norte do Maranhão como forma de economizar tempo e combustível.

Um constraste que não descaracteriza a cidade dos palacetes onde no passado nobres se degladiavam torrando altas cifras para construir casas com muita ostentação. Conta-se que para receber a visita ilustre do então imperador brasileiro, D. Pedro II, que também tinha no seu sobrenome quilométrico, Alcântara, no século XIX, duas famílias abastadas chegaram às vias de fato. Tornaram-se rivais porque ambas tinham interesse em hospedar com exclusividade o imperador.

D.Pedro acabou nunca indo a Alcântara, suspendendo a viagem depois da morte de seu contemporâneo no Rio de Janeiro, Antônio Raimundo Franco de Sá, que por pouco não concluiu sua mansão situada na Rua Grande, próxima à Igreja do Carmo. As ruínas, que compreendem paredes completas, vazadas por portas e janelas, emolduradas em cantaria, fazem parte hoje de um dos cartões postais da cidade, dividindo a atenção dos turistas com o outro palacete, da família de José Teodoro Correa de Azevedo, também sem conclusão mas que denota pelas paredes robustas a grandeza de sua arquitetura.

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