Em compras a prazo (artigo publicado na coluna em 24 de maio deste ano), no intuito de avaliar a flutuação dos percentuais sobre os preços cobrados nas vendas a prazo, realizadas em nossa cidade pelas quatro mais importantes lojas de Bauru. O objetivo decisório de tal trabalho de pesquisa aqui iniciado, propunha (como ocorreu), a realização de uma pesquisa - de foro particular - buscando envolver comparativamente, os três quadrimestres do ano, quanto à evolução percentual dos preços. Inicialmente, levantamos os dados colhidos dos quatro primeiros meses (janeiro a abril), pesquisando as vendas apenas de dois títulos dos produtos oferecidos: 1) eletrodomésticos; 2) móveis e utensílios.
No presente (segundo quadrimestre) dada a necessidade da continuidade comparativa, para a qual pretendíamos repetir a pesquisa dos preços de venda de cada respectiva empresa, executaremos os levantamentos estatísticos unicamente do título eletrodomésticos. Isso, por falta de condições técnicas inseridas nos panfletos de propaganda que (talvez por pura coincidência), hajam passado a ser cotadas apenas de preços oferecidos com o adendo de sem juros, isto é, com apenas os preços à vista, fracionando os pagamentos geralmente em no mínimo 4, 10 ou 12 parcelas, no máximo. Trata-se de um novo procedimento, que impossibilita o cliente de conhecer a taxa de juros embutidos nos preços de venda. De sorte que o cliente se depara com um beco sem saída, semelhante àquele cujo parcelamento ocorre sob a oferta de um bem (à vista ou em três ou mais pagamentos), a prazo.
Que me perdoem os comerciantes, mas o presente sistema de vendas a que nos referimos e que vem sendo largamente praticado (tal como ocorreu neste segundo quadrimestre), não passa de um engodo comercial. Porque sem qualquer tipo de defesa por parte do consumidor, e distante de qualquer tipo de intervenção ou manifesto, que deveria ser exercido pelos órgãos competentes em defesa do consumidor.
Por outro lado - como já discutimos anteriormente - algumas empresas há que sonegam o preço do produto à vista, sob desculpas de que suas vendas são feitas livres de juros, informação que vem sendo adicionada em cada produto, nos panfletos. Olho nelas, pois o que acontece é que na verdade, sem conhecer o preço à vista, é impossível calcular os juros embutidos na oferta dos produtos. Assunto este, sobre o qual já anteriormente fizemos nosso apelo através da coluna.
(*) José Almodova é professor, Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp-Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas-feiras. E-mail: almodova@ig.com.br