As armas, todas artesanais, foram apreendidas durante blitz de rotina. A PI, com capacidade para 528 presos, abriga 930.
A blitz realizada na Penitenciária I de Bauru anteontem resultou na apreensão de 40 armas brancas, incluindo estiletes, facas e outros objetos pontiagudos. A maioria das armas apreendidas foi feita pelos próprios presos usando material que eles retiram do prédio, incluindo as celas, ou acham enterrado na área da horta.
O diretor da Penitenciária I, Wilson Erloza Júnior, explicou que as armas foram apreendidas durante blitz de rotina. A cada 30 ou 40 dias, quando temos alguma informação de que os presos estão com armas, fazemos uma blitz para pegá-los de surpresa, contou. Com essas armas, teoricamente, os presos teriam mais facilidade para fugir, podendo fazer reféns.
A Penitenciária I, cuja capacidade é para 528 presos, ontem abrigava 930. Apesar da lotação quase chegar ao dobro da capacidade e das 40 armas encontradas escondidas nas celas, Erloza Júnior disse que há muito tempo não é registrada nenhuma tentativa de fuga e nem rebelião na unidade.
Durante a blitz, feita pelos agentes penitenciários, todas as celas foram revistadas. O diretor da PI explicou que no dia da blitz os presos não são liberados para o pátio e demais dependências do presídio, para que não escondam as armas em outros locais para evitar a apreensão.
Apesar da quantidade razoável de armas brancas, os agentes penitenciários não acharam armas de fogo nem telefone celular, de acordo com Wilson Erloza Júnior. A greve dos funcionários do Judiciário está contribuindo para ampliar a lotação da Penitenciária I à medida que os processos de presos que já poderiam ser beneficiados com o regime semi-aberto estão parados ou tramitando devagar, segundo ele.
Além do aumento da população carcerária por conta da greve, o diretor da PI tem verificado um crescimento gradativo na média de presos na unidade, o que preocupa. Há alguns anos a média era de 800 presos. Agora, está na casa dos 900 presos. Apesar do aumento de presos, a situação na PI ainda está sob controle, de acordo com Erloza Júnior, mas parte dos presos já dorme em colchões colocados no chão.