O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo aumentou 2,1% em agosto na comparação com julho deste ano, de acordo com a Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas (Pecompe), realizada pelo Sebrae-SP e Fundação Seade. No entanto, o acumulado de janeiro a agosto, foi registrada uma queda de 3,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação de agosto com o mesmo mês de 2000, a queda apresentada é de 13,6%.
Nesse contexto, o faturamento das MPEs do Interior do Estado cresceu, comparando agosto com julho, 2,2%, 0,3 ponto percentual acima dos 1,9% das empresas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). No acumulado de janeiro a agosto, ambas apresentaram queda de 2,7%. No comparativo de agosto com o mesmo mês de 2000, o desempenho do faturamento das empresas do Interior foi menos ruim, pois apresentou queda de 10,5%, enquanto as da Região Metropolitana perderam 15,3% no total arrecadado.
A indústria teve, pelo segundo mês consecutivo, elevação no faturamento de 4,5% em agosto, na comparação com julho. Nos oito primeiros meses de 2001, o setor cresceu apenas 0,5%. Porém, em relação a agosto do ano passado, há uma queda de 13%.
Entre os três setores pesquisados - indústria, comércio e serviços - a indústria era o que mais preocupava. Como é o setor mais dependente de energia elétrica poderia sofrer os efeitos do racionamento de energia. Com o aumento em agosto - depois de crescer 5% na comparação de julho com junho -, a pesquisa confirmou que foi pequeno o impacto da crise de energia nas micro e pequenas indústrias, segundo análise dos técnicos do Sebrae-SP.
O comércio apresentou crescimento de 1,8% de elevação no faturamento, na comparação com julho. Nos oito primeiros meses de 2001, houve uma queda de 5,8%. Porém, em relação a agosto do ano passado, há uma queda de 11,3%.
O setor de serviços foi o que menor elevação no faturamento apresentou, com apenas 0,2% em agosto, na comparação com julho. Nos oito primeiros meses de 2001, o setor cresceu 2,3%. Mas, em relação a agosto do ano passado, há uma queda de 11,1%.
O aumento do faturamento em agosto, segundo análise dos técnicos do Sebrae-SP e da Fundação Seade, ocorreu em razão do maior número de dias úteis do que julho e, ainda, da comemoração do Dia dos Pais, que provoca um crescimento nas vendas.
Pessoal ocupado
O índice de pessoal ocupado, também medido mensalmente pela Pecompe, registrou queda de 2,5% em agosto em comparação com julho. Mas continua positivo no ano, com variação de 3% entre janeiro e agosto, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação de agosto de 2001 com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 5,9%.
A tendência do pessoal ocupado é acompanhada pelo gastos com folha de pagamento. Se na comparação de agosto com julho houve queda de 4,6% nos gastos com salários, quando se verifica o acumulado dos primeiros oito meses do ano com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 9,3% na folha de salários. Em relação a agosto de 2000, a queda do dinheiro gasto para pagamento dos trabalhadores atingiu 6,3%.