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Pó suspeito vai para Adolfo Lutz

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O pó branco suspeito de ser antraz, enviado em um envelope a um morador de Pederneiras, anteontem, será encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para análise. O pó foi analisado pelo Núcleo de Perícia Técnica de Bauru, ligado à Polícia Civil, ontem, que constatou que não se trata de cocaína ou outra substância entorpecente.

Como o Núcleo de Perícia Técnica faz apenas análise toxicológica de substâncias, ainda não foi possível descobrir que tipo de produto é o pó branco. As suspeitas são de que tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto e o pó branco seja uma substância que não ofereça perigo algum, como farinha ou talco.

Porém, como nos Estados Unidos muitas pessoas foram contaminadas com a bactéria do antraz enviada em forma de pó, através de carta, e há vários casos suspeitos no mundo, o material apreendido em Pederneiras será enviado para o Instituto Adolfo Lutz. O delegado Eduardo Samuel Sganzela, da Delegacia de Pederneiras, que investiga o caso, ouviu ontem a esposa do portuário, identificado como Jair, que recebeu a carta com o pó branco.

A mulher, segundo o delegado, acredita que seu marido foi vítima de uma brincadeira de algum amigo. Até ontem, o pó branco estava no Núcleo da Perícia Técnica, mas deve ser devolvido à Delegacia de Pederneiras hoje, de onde será enviado ao Instituto Adolfo Lutz.

A substância está dentro do envelope, que está guardado em um saco plástico, bem fechado. O Brasil conta com apenas dois centros oficiais de detecção de antraz. Um deles é o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o outro é a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Como ainda não foi enviado ao Adolfo Lutz, não há estimativa de quanto tempo vai demorar para sair o resultado sobre o pó branco apreendido em Pederneiras.

O portuário recebeu o envelope contendo uma pequena quantidade de pó branco em sua casa anteontem. No envelope não havia selo e carimbo dos Correios, o que indica que não deve ter sido entregue pelo carteiro. O delegado ressaltou que, apesar dos indícios de brincadeira, é preciso fazer logo a análise para verificar ou não a presença do antraz porque várias pessoas tiveram contato com o pó.

Além do portuário e de sua esposa, alguns policiais manusearam o envelope com o pó branco. Apesar da suspeita de antraz, o dia foi tranqüilo ontem em Pederneiras, de acordo com o delegado.

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