Tantos séculos já passados, os juramentos de Hipócrates, o pai da Medicina, repetem-se os formandos: Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da caridade e da ciências. E, no coração de cada novo médico a promessa inserida no Código de Ética Mundial: Juro consagrar minha vida ao serviço da humanidade.
E entre o jovem doutor e o novo paciente vai-se estabelecendo um relacionamento de necessidades mútuas. Alguém que busca, além do profissional, o humano ser capaz de lhe dar a cura, cônscio de que não pode fugir ao que determina o Código de Ética Brasileiro.
O médico tem o dever de exercer tão nobre atividade com a exata compreensão de sua responsabilidade e tem o direito de receber remuneração pelo seu trabalho que constitui seu meio normal de subsistência. Muitas vezes sente-se atado diante da realidade brutal em que vivem os que dependem dos serviços de saúde, neste País, e a consciência de que deve atender quem tem culpa e quem não tem de se ver ferido nos seus direitos humanos.
A Medicina, que incontestavelmente é a mais sublime de todas as ciências, é, para grande parte, um sacerdócio, e ninguém ignora como simples entrada do médico de confiança no quarto do enfermo faz muitas vezes descer a temperatura e diminuírem as pulsações. Numa forma acentuada, sem o querer, com a sua aparição, o médico praticou a magia.
E aos homens que fizeram a história da Medicina Brasileira - Osvaldo Cruz, o combatente da febre amarela, em seu lema Não esmorecer para não desmerecer. Vital Brasil, o descobridor do soro antiofídico, cognominado o apóstolo da ciência e benfeitor da humanidade com uma resposta sempre presente dentro de si: Não há maior recompensa do que a consciência de ter feito o bem, Carlos Chagas, o criador de uma escola de enfermagem de alto padrão.
E tantos e tantos outros, sim, a Medicina caminhou muito e já são decorridos 30 anos desde que Christian Barnard assombrava o mundo com o primeiro transplante de coração. Quantas e quantas vezes o médico, no seu descanso necessário, o telefone toca, ouve uma voz que massacra seus ouvidos, uma nova vida espera por suas mãos, e ele se recolhe dentro de si, dentro do seu Deus, e o dever fala mais alto, é para o alívio e a saúde do doente, segundo a finalidade de sua vida. Pelo caminho, continua a divagar. Ah! sim, ele quer ser um novo Lucas, Médico de homens e de almas. Ajuda-nos a salvá-los pela fé que deposita em Ti e no teu amor. E que Deus possa abençoar todos os médicos do mundo, com sua bondade e misericórdia, pelo bem que eles fazem a toda a humanidade. (Orlando Perucci - RG 3.734.660)