Abel Eduardo de Oliveira, que tem ponto na rua Azarias Leite, teve o seu carro roubado por dois falsos clientes
O taxista Abel Eduardo de Oliveira, 54 anos, que tem ponto na rua Azarias Leite, foi vítima, pela terceira vez, de assalto anteontem à noite. Ele passou mais de cinco horas amarrado, na zona rural, e sofreu fratura no braço direito.
O assalto aconteceu por volta das 20h30 de quinta-feira. Carlos Chaló, 19 anos, e Evandro Moreira Ramalho, 20 anos, que procuraram o taxista no ponto da Azarias Leite, entre a avenida Rodrigues Alves e Calçadão da Batista, são acusados do assalto.
Os dois solicitaram uma viagem para a Vila Dutra. Na avenida das Mangueiras, a dupla teria comunicado ao taxista que era um assalto e ameaçado-o, dizendo que estavam armados, embora a vítima não tenha visto a arma. Em seguida, os dois teriam colocado o taxista no porta-malas do Corsa, placas BQS 3779, Bauru, e tomado o controle da direção. Eles me pegaram numa gravata, comentou a vítima.
De acordo com a vítima, os ladrões rodaram por vários lugares e depois pararam na área rural, no município de Avaí. No local teriam amarrado a vítima com as mãos e os pés para trás e a deixaram deitada de bruços. Eles usaram camisa e camiseta para me amarrar, contou a vítima.
A amarração foi tão violenta que o braço direito do taxista foi fraturado. A vítima passou a noite toda amarrada, conseguindo desvencilhar-se das amarras pela amanhã. Ele pediu carona até Avaí, onde procurou a polícia.
O taxista disse estar cansado de ser vítima de assalto. Ontem, já com o braço imobilizado, ele disse que foi amarrado com os braços e pernas para trás. Eles me amarraram com tanta força que terei que fazer uma cirurgia no braço, frisou. Eu fui colocado no porta-malas do veículo e não vi muita coisa. Quando eles me tiraram do porta-malas eu não sabia onde estava, contou.
Policiais da Base Comunitária Sul foram comunicados, no início da madrugada de ontem, do roubo do táxi e passaram a patrulhar com vistas ao Corsa roubado. Por volta das 4 horas, eles avistaram o Corsa estacionado na rua Sérgio Alcântara Machado, numa vicinal de acesso à Unip.
Abordaram os dois ocupantes, que tentavam consertar o carro, que havia apresentando um problema mecânico, e verificaram que o veículo era produto de roubo. Os dois acusados foram levados para o Plantão da Delegacia Seccional, mas como até essa hora a vítima não tinha sido encontrada, o caso foi para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que efetuou o flagrante por roubo.
De acordo com o delegado J.J. Cardia, titular da DIG, os acusados seriam levados para o local onde haviam abandonado a vítima. Porém, a Delegacia de Avaí avisou que o motorista tinha se apresentado lá. Um viatura daquela cidade trouxe a vítima até Bauru, disse.
Superstição
A mulher do taxista lembrou que o mês de outubro não é um bom período para o marido dela. É o terceiro assalto que ele sofre, todos ocorreram no mês de outubro, disse. As fatalidades fizeram com que o taxistas ficasse supersticioso. Em 98 ele foi assalto no dia 11 de outubro; em 2000 foi assalto no dia 11 de outubro. Neste ano ele não trabalhou no dia 11 de outubro, mas foi assaltado no dia 19 de outubro, contou.