Luiza e Aline, jogadoras da equipe de pólo aquático do Bauru Tênis Clube, foram covocadas para a seleção brasileira que disputará o Campeonato Mundial Júnior Feminino, de 6 a 15 de dezembro, na Austrália. As duas conquistaram muitos títulos juntas, sendo que Luiza tem um a mais, o do certame continental disputado em piscinas colombianas.
Foram chamadas 25 garotas, a maioria paulistas, já que São Paulo, Bauru e Brasília são os principais centros do empolgante esporte no Pais. A etapa final dos treinamentos será no Pinheiros e no Paulistano, em São Paulo, e uma semana antes do embarque para a Austrália, será feito o corte de 12 atletas - 13 participarão do Mundial, portanto.
Como parte da preparação da seleção, as convocadas treinam em Bauru, além de São Paulo. Luiza e Aline se exercitam praticamente em dois periodos, com André Anastácio, o treinador das equipes femininas do BTC, que segue todas as orientações da comissão técnica da equipe nacional.
As duas estrelas do BTC estão motivadas, mas ao mesmo tempo enfrentam um problema: a falta de patrocínio. Sem contar com verba do clube e Confederação Brasileira, as despesas com hotel e viagem ficam por conta das atletas. As vezes, elas pagam até as passagens para as viagens.
Na fase final de treinamento na capital paulista, prevista para durar 18 dias, cada jogadora gastará pelo menos mil e 800 reais nas despesas de hotel e deslocamento - não há paitrocinador que aguente.
Sem um maior apoio aqui em Bauru, muitas jogadoras acabam se transferindo para um clube da capital ou de outras cidades, o que é lamentável. Esperamos contar com um patrocinador, que, com certeza, terá um bom retorno publicitário, além de ajudar o pólo aquático, esporte olímpico, e o esporte bauruense em geral, diz Aline, que atue na posição de centro, equivalente ao pivô no basquete. Pupila de André, Aline, apesar de ser da categoria infanto, é integrante da equipe principal do BTC e de seleções estaduais. Ela joga pólo aquático há dois anos.
Luiza concorda com Aline, que um patrocinador será de vital importância na carreira esportiva delas, e aproveita a deixa para incentivar as garotas à participar do pólo aquático. A atacante lembra que o elenco sofreu um esvaziamento - contava com 25 jogadoras, e atualmente tem apenas nove. Para se ter uma melhor idéia sobre as dificuldades financeiras, o BTC sagrou-se campeão brasileiro juvenil, mas não participou do Brasileiro feminino desta temporada por falta de um patrocinador. Mas, apesar de tudo, a bonita Luiza, que logo logo vai prestar o vestibular, é grata pela bolsa de estudos oferecida pelo BTC e Preve Objetivo.
Luiza, atacante de 17 anos, tem quase cinco de pólo aquático - começou em 1995, com Tuim, que foi substituto no cargo por André Anastácio. Entre as suas principais conquistas, está o título do Campeonato Sul-Americano Júnior deste ano, que o Brasil ganhou de forma invicta, em março, na Colômbia. Ela e Aline, defendendo as cores do BTC, foram medalha de ouro nos Jogos da Juventude, realizados no Recife. Ganharam também prata no Campeonato Paulista e bronze, no Brasileiro.
No ano passado, Luiza e Aline tiveram outro ótimo desempenho, ajudando o BTC a conquistar o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro para as atletas da categoria de 83, além da segunda colocação no Campeonato Estadual - nascidas também em 83.