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Taxa Selic: sem surpresas

(*) Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 1 min

Ficou dentro do esperado pelo mercado: a taxa Selic (Sistema Eletrônico de Liquidação e Custódia), que é a taxa básica de juros, permanece nos 19% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária) entendeu que o ambiente externo e as pressões sobre os custos internos, ainda não permitem um afrouxamento da política monetária, resolvendo, portanto, manter os juros no patamar até então praticado.

Estão ainda de olho na meta de inflação do ano que vem, ou seja, criando condições agora para garantir o cumprimento de uma meta de inflação 3,5% para 2002, com variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em nosso dia-a-dia nada muda. Cheque especial vai continuar com juros nas alturas (média de 10% ao mês). O crediário irá continuar cobrando o absurdo juros de 6 a 8% ao mês. O cartão de crédito continuará abusando de seu usuário, cobrando juros de quase 12% ao mês. Enfim, não tendo outra solução, juros altos na população.

Enquanto isso a dívida interna ultrapassa a marca de R$ 600 bilhões, ajudada em muito pelos juros altos e o lançamento de títulos cambiais. Como somos incapazes de avançar, criando condições para sustentar nosso crescimento, o óbvio é executado: políticas fiscal e monetárias austeras.

Não conseguindo combater a pressão de custos, o governo cria uma paradoxo, permite aumento de preços em setores concentrados e segura a demanda em outros setores para, em média, controlar a inflação. Os juros altos auxiliam na execução desse paradoxo.

Haja paciência para assimilar tudo isso.

(*) Reinaldo Cafeo - Delegado do CORECON - Economista - Prof. ITE

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