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Dois admitem participação na agressão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Dos sete jovens e adolescentes ouvidos pela Polícia Civil, dois admitiram ter agredido; outros presenciaram a briga.

Dois dos sete rapazes ouvidos pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) admitiram ter agredido Elias de Almeida Filho, 16 anos. De acordo com o titular da DIG, J.J. Cardia, os que forem identificados como autores da agressão, sendo maiores de idade, serão indiciados por lesão corporal seguida de morte - entre os envolvidos há maiores e menores.

As investigações continuam e mais outros dois jovens devem ser ouvidos a partir de hoje. Outros adolescentes e jovens ouvidos por Cardia admitiram que estavam na briga, mas negaram que agrediram. Segundo Cardia, essas pessoas, que não participaram diretamente da agressão, se forem maiores de idade, serão indiciadas por rixa qualificada.

Conforme explicou o delegado, apesar de dois rapazes, cujos nomes não foram divulgados, terem admitido a agressão, como não houve flagrante, não cabe prisão. Vamos esclarecer os fatos e encaminhar o caso ao 3.º Distrito Policial para instauração de inquérito. Durante o inquérito poderá ser decretada a prisão preventiva, disse.

Como não foram divulgados nomes, não se sabe se entre os dois que admitiram a agressão está o irmão da garota que Elias paquerou. Os envolvidos menores de idade responderão por ato infracional. Cardia contou que a identificação de todos os envolvidos na briga ainda não foi concluída porque faltam informações, como nome completo e endereço, da maioria deles.

Ontem, o delegado também ouviu o secretário de Cultura, Sérgio Losnak, que repetiu que no dia da briga havia quatro seguranças no Centro Cultural. Os seguranças, segundo ele, estavam sem crachá.

Vítima reconhece

Outro adolescente vítima da violência em Bauru, A.T.Z., 15 anos, compareceu ontem à DIG e reconheceu um dos envolvidos no caso de Elias como o mesmo que, há cerca de dois meses, lhe agrediu.

O rapaz reconhecido por A.T.Z. é Marcelo Nagal, 20 anos, que responde por ato infracional de lesão corporal em inquérito policial instaurado no 4.º Distrito Policial. Nagal, que é conhecido por Chacal, admitiu à polícia que desferiu um soco em A.T.Z. alegando defesa.

Já A.T.Z., por sua vez, disse que foi agredido por Chacal com vários socos, de quem recebia ameaças, supostamente pelo fato de sua linha ideológica - A.T.Z. defende o comunismo - e por isso até deixou de estudar. Chacal foi indiciado por lesão corporal, cuja pena prevista é de três meses a um ano de prisão.

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