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Mercado publicitário deve crescer 5%

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Painel de discussões no MaxiMídia projetou que, apesar das dificuldades econômicas, o setor deverá ter uma evolução.

(*) Enviada especial ao MaxiMídia 2001

O mercado publicitário está otimista para o próximo ano. Apesar de todos os problemas enfrentados pela economia mundial nos últimos meses, o setor está prevendo um crescimento de 2% a 5% em 2002. A informação é do diretor comercial da Rede Globo de Televisão, Octávio Florisbal. Ele foi um dos debatedores do painel Comunicação 2002 Para onde caminha o negócio, apresentado, ontem, no 11.º Encontro Internacional de Mídia (MaxiMídia 2001), evento que está sendo realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

O tema atraiu a atenção de muitos profissionais do setor, que ainda estão assustados com tantos fatos negativos que conturbaram este ano apagão, atentados terroristas, guerra, etc.

O painel, que teve como moderador Sérgio Motta Mello, da TV1.com, traçou um cenário positivo para o próximo ano. Para Florisbal, esse crescimento estará calcado em um verão bastante aquecido, numa safra recorde de grãos, na realização da Copa do Mundo, das eleições e até no aquecimento do comércio e do setor automotivo. É um conjunto de fatores que tendem a elevar o faturamento da mídia, disse.

Para Roberto Dualibi, da DPZ, as eleições terão um papel importante no desenvolvimento do setor de mídia.

Ao mesmo tempo que o mercado interno mostra sinais de reação, os fatores externos contribuem para formar um cenário bem equilibrado. A guerra contra o terrorismo, por exemplo, é vista como um fator agravante para a economia brasileira. Quem vai pagar o preço por esse conflito é o Brasil, a Argentina, a Venezuela, ou seja, os países emergentes, enfatizou Dualibi.

O contrabando de produtos como CDs, cigarros, perfumes, entre outros, também está preocupando bastante os publicitários. De acordo com Dualibi, a pirataria já está sugando 35% dos negócios brasileiros. É uma coisa terrível para todos nós, pois eles (contrabandistas) se aproveitam da marca que os outros criaram para levar vantagem. São pessoas que não investem no País, não pagam impostos, não fazem publicidade, e estão ficando ricas.

Também presente ao debate, Antoninho Marmo Trevisan, da Trevisan Auditores e Consultores, disse que vê 2002 como um ano voltado ao desenvolvimento interno do Brasil. Por incompetência do governo, hoje não temos uma cultura de exportação fortificada. Dessa forma, teremos que fortalecer ainda mais o mercado interno, para garantir o crescimento da economia, disse.

Para Octávio Florisbal, o caminho para o crescimento está justamente no esforço de todo os brasileiros para melhorar a qualidade de vida da população. É a hora dos empresários voltarem-se para o social, abrindo mão até do lucro em alguns casos. Essa é uma questão estratégica de inteligência, pois só assim poderemos abrir o nosso mercado consumidor e criar condições para que o povo tenha acesso aos bens de consumo, salientou.

Participaram, também, do debate Carlos Berlinck, da Editora Abril e Flávio Pestana, do Valor Econômico.

Hoje, último dia do MaxiMídia, serão apresentados os temas Subindo os degraus do mundo digital, Outdoor e mobiliário urbano: A revolução silenciosa chega às ruas das cidades, Global x Local: as comunicações no século XXI e Painel dos anunciantes Play, Stop, Rewind ou FF Para onde vai o negócio?.

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