Em três anos de vida, completados na semana passado, o Instituto Histórico Antônio Eufrásio de Toledo atraiu cerca de 12 mil pessoas. A informação é do jornalista Luciano Dias Pires, diretor da Instituição, que mantém um importante acervo de documentos, fotografias e objetos históricos.
Segundo relata Pires, o Instituto Histórico nasceu após a publicação de uma reportagem com o pesquisador no Jornal da Cidade, em abril de 1998. Na entrevista, ele falava de sua preocupação com o acervo do Bauru Ilustrado, suplemento histórico veiculado pelo JC desde 1977, cujo responsável é Pires. No dia que a matéria saiu, me ligaram da Instituição Toledo de Ensino, afirma o jornalista.
Para retribuir a preocupação da entidade de ensino com a preservação e a divulgação da história de Bauru, Pires resolveu batizar o instituto com o nome de Antônio Eufrásio de Toledo, pioneiro do ensino superior na cidade. A solenidade de inauguração aconteceu no dia 26 de outubro de 1998.
Desde a inauguração, recebemos inúmeros grupos de escolas, classes de alunos e pessoas de outros Estados e países interessadas em conhecer o passado de Bauru, comenta Pires. Para o jornalista, o trabalho de preservação é fundamental. O slogan do diretor do instituto, que ele faz questão que acompanhe seus textos de divulgação é o seguinte: O corpo de uma cidade é o seu povo e a alma é sua história. Esta, se não for preservada, respeitada e divulgada, povo e cidade perdem a sua identidade.
Além de funcionar como uma espécie de museu, o Instituto atua politicamente na cidade. Graças à sugestão do órgão, a Câmara modificou uma lei que falava em fundação de Bauru no dia 1º de Agosto. Depois da observação de Pires, o termo fundação foi substituído por legalização de transferência da sede do município de Espírito Santo de Fortaleza para Distrito de Paz de Bauru.
Por sugestão do Instituto também foi criado o Dia da Imprensa de Bauru, comemorado no dia 1º de Maio de 1905, quando circulou o primeiro jornal do município, o Progresso de Bauru.
Ex-relações públicas da Noroeste do Brasil, Pires tem uma preocupação especial em preservar objetos e documentos ligados à história da ferrovia. O que aconteceu com a ferrovia é lamentável, foi ela que impulsionou o crescimento da cidade e hoje está abandonada. Minha preocupação é conseguir o máximo de objetos para preservar, conclui.