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Mais um jovem é morto no Ouro Verde

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Alan Moreira da Silva, 23 anos, foi a terceira pessoa assassinada no bairro neste ano. Ele foi morto com vários tiros.

O servente de pedreiro Alan Moreira da Silva, 23 anos, foi morto na noite de terça-feira com várias perfurações provocadas por arma de fogo. Antes de morrer, a vítima forneceu aos bombeiros a identidade do autor do crime.

O assassinato aconteceu por volta das 21h30 na frente da casa da vítima, quadra 8 da rua Issac Portal Roldan, no Jardim Ouro Verde. O acusado de ser o autor do crime, Josias Fernando dos Reis, segundo a própria vítima declarou aos bombeiros, teria chamado-o pelo nome.

Ao atender ao chamado, o servente de pedreiro foi atingido por vários tiros disparados supostamente pelo acusado. Após os disparos, o acusado teria fugido deixando a vítima esvaindo em sangue.

Alan Silva foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro Central, de onde foi encaminhado ao centro cirúrgico do Hospital de Base. Por volta das 3 horas da madrugada, Alan morreu.

Região Oeste/Noroeste

A região Oeste/Noroeste da cidade, de responsabilidade do 1.º Distrito Policial, registrou nove homicídios, três deles no Jardim Ouro Verde, neste ano. Isso não significa que o bairro seja violento, alerta o titular do 1.º DP, Ronaldo Divino.

A concentração de esforços para baixar o índice de criminalidade na região Noroeste, onde estão os bolsões de miséria, pode ser um dos fatores que esteja influenciando o aumento da criminalidade na área mais próxima, Zona Oeste, explica o delegado.

De acordo com ele, os bolsões de miséria, onde havia maior concentração de crimes, está sendo alvo de uma série de atividades por parte de ambas as polícias - Civil e Militar. Este ano, no Parque Jaraguá, foi registrado um homicídio, assim como no Parque Santa Edwirges.

Ele não descarta a possibilidade dos marginais estarem migrando para a região Oeste. Eles perceberam que a polícia está presente e mudaram de região. A partir deste levantamento vamos direcionar várias ações para esta área da cidade. Não podemos deixar o índice extrapolar, disse.

Final de semana

O levantamento feito pelo 1.º DP aponta os finais de semana como sendo os dias mais críticos para o crime. Dos nove homicídios registrados, apenas quatro não ocorreram no final de semana. Outro dado interessante levantado pela polícia é quanto ao perfil das vítimas. São jovens do sexo masculino, solteiros que se concentram em bares e lanchonetes e se envolvem com brigas.

O uso de armas de fogo figurou em quase todos os homicídios daquela região da cidade. Só um caso, ocorrido em fevereiro deste ano, na Vila Daró, que o instrumento usado pelo assassino foi pedra, lembrou Divino.

Segundo o delegado Ronaldo Divino, o Conseg/Oeste/Noroeste, preocupado com o índice de criminalidade, solicitou à Prefeitura que faça uma fiscalização nos estabelecimentos comerciais daquela região. Os fiscais têm o poder de advertir e até fechar o estabelecimento que não cumpre com as condições exigidas, frisou.

Apreensões

De janeiro a setembro deste ano, na área do 1º Distrito Policial foram apreendidas 118 armas de fogo. Deste total, 54 casos geraram inquéritos e 32 foram flagrantes por porte de arma. As demais apreensões foram de armas abandonadas ou fruto de mandado de busca e apreensão. Segundo o delegado, as apreensões fazem parte de um trabalho preventivo.

Mais de 50% esclarecidos

Dos nove homicídios registrados nas regiões Oeste e Noroeste, cinco já estão esclarecidos e um, ocorrido anteontem, e o autor já está identificado, explica o delegado Ronaldo Divino. De acordo com ele, os demais casos estão sendo investigados.

Prevenir o homicídio não é uma tarefa simples, comenta o delegado. De acordo com ele, os motivos, na maioria dos casos são instantâneos. A pessoa começa a discutir com a outra e, no impulso, pega a arma e mata o outro.

Ele não descarta a possibilidade dos bairros estarem concentrando pontos-de-venda de droga. O envolvimento com as drogas pode estar ocorrendo. No penúltimo caso, os parentes da vítima admitiram que ele estava envolvido com entorpecentes. Na opinião do delegado Divino, as desavenças familiares, as brigas de bares e a droga são fatores que influenciam na ocorrência dos homicídios.

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