O paciente do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe) Washington L. Mattos teve dificuldades, ontem, para conseguir uma vaga na Associação Hospitalar de Bauru (AHB). A funcionária do hospital exigia um cheque caução no valor de R$ 3 mil ou a assinatura de notas promissórias.
A dificuldade, segundo a mulher do doente, Adeneides Souza França Mattos, teve início porque o Iamspe está mudando de endereço e só emitirá as guias na segunda-feira. Faz uma semana que meu marido não anda. Está na cadeira de rodas. Ele já foi atendido diversas vezes no Pronto-Socorro. Na terça-feira, o caso dele foi encaminhado para o ortopedista.
O ortopedista que atendeu Washington pediu a internação. Chegou aqui no AHB não pudemos interná-lo. Ele está com dor e sem medicação. Eu sou funcionária pública e não trabalho com cheques.
Segundo Lúcia Santos, funcionária da AHB, a exigência do cheque caução é uma precaução para que a família providencie, o mais rápido possível, a guia de internação. Se ela não tem cheques, pode assinar notas promissórias.
A funcionária frisou que o paciente teria sido internado por volta das 13h30, ou seja, algumas horas depois da presença do JC no local. A demora aconteceu devido ao grande número de pacientes internados. Estamos com o hospital lotado, disse.