É interessante conhecermos a participação de plantas no uso medicinal. Milhares delas são usadas na fitoterapia e na indústria farmacêutica.
Entre elas, uma das mais notórias, é a ginkgo biloba, pelo seu amplo e abrangente campo junto à saúde humana.
Esta árvore tem uma remota origem com as coníferas, como sendo os primeiros vegetais que surgiram no nosso planeta, em antiqüíssimas eras geológicas.
Originárias do norte da China e do Japão, hoje em dia essa árvore se aclimatou a diferentes regiões. Cultivadas naqueles países, o valor terapêutico dos seus frutos e folhas é conhecido há mais de 3 mil anos.
Árvore frondosa que chega a atingir 40 metros de altura; por ser considerada uma árvore sagrada, é comumente plantada junto aos templos. Tradicionalmente é conhecida no oriente como a árvore da vida.
Só depois da Segunda Guerra o Ocidente veio a conhecer seu valor terapêutico, sendo agora usada tanto na alopatia como na homeopatia.
É enorme seu campo medicinal, desde a impotência sexual, labirintite, tremores nas mãos, atuando na circulação sanguínea periférica e oxigenando o sangue, o que melhora a memória.
O cônsul japonês me contou, que depois da bomba que destruiu Nagasaki e Hiroshima, árvores a quilômetros de distância foram calcificadas. Junto a elas, a ginkgo foi a única que sobreviveu.
Na cidade de Bauru há uma árvore de ginkgo, mas o proprietário prefere que não seja conhecida, temendo, que ao invés de comprarem os medicamentos na farmácia, as pessoas peçam para colher suas folhas.
O ginkgo, além de sua grandiosidade como árvore, traz, como tantos outros vegetais, a magia divinizante da cura.
(*) Adelaide Reis Magalhães é escritora e colaboradora do Ju Machado-Escritório de Arte.