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Nova esperança do futebol

David Cintra
| Tempo de leitura: 2 min

A garotada do Núcleo Habitacional Nova Esperança conta há mais de três anos com um precioso espaço para darem seus primeiros passos no esporte mais popular do Brasil. Trata-se da escolinha de futebol Expressinho Nova Esperança, comandada por Cícero Nogueira, morador do bairro e que atua como professor, técnico e preparador físico dos garotos.

O Professor "Cirço", como é conhecido, idealizou a escolinha e trabalha voluntariamente. Um aspecto importantre deste trabalho é que nada é cobrado dos alunos. O Expressinho Nova Esperança foi fundado em 1998, com cerca de 10 alunos apenas e aulas na quadra de futebol society do bairro. Logo o número de alunos começou a crescer e chegou perto dos 50. Com apoio dos policiais militares capitão Panini e cabo Adílson e do vereador Renato Purini, o professor Cirço conseguiu a liberação do Estádio Distrital Antonio Milagre Filho, onde passou a desenvolver seu trabalho. Hoje são mais de 170 alunos frequentando o Expressinho Nova Esperança.

A colaboração da Associação dos Moradores do N. H. Nova Esperança foi também decisiva para o desenvolvimento do projeto. O presidente da entidade, Benedito Gomes, fala da importância do trabalho. "Enquanto os garotos estão aqui, não pensam em drogas, ficam longe da criminalidade". A Associação busca apoio com polítcos para a escolinha bem como patrocínio.

Outro colaborador do projeto é o ex-jogador profissional Rogério M. Silva, o Baiano que atuou no São Paulo, Guarani e São Carlense, entre outros. Baiano faz o trabalho conhecido no futebol como "garimpagem", que é observar os garotos que têm maior potencial e acompanhá-los mais de perto. Baiano, porém, reclama da falta de apoio a este belo trabalho. "Precisamos de bolas, cones e materiais de treinamento em geral. Somos todos voluntários aqui e ainda temos que tirar dinheiro do bolso. Mesmo assim trabalho motivado, quero passar para os garotos o que eu aprendi no futebol e poder dar a eles a chance de chegar ao profissional. Não precisamos de dinheiro, mas de material e algum apoio para levar estes garotos para frente. Isto aqui é uma mina de ouro que os clubes ignoram. Aqui tem craque, basta dar mais condições", analisa o ex-craque.

Realmente os garotos treinam em um campo completamente irregular e não dispõem sequer de um uniforme para os jogos contra outras escolinhas. O apelo dos coordenadores do Expressinho é válido pois este é um trabalho social de grande importância e resultados práticos imediatos.

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