Reporto-me a carta nesta coluna JC (1/11/01), sob o título Camelô da Notícia, de autoria da prezadíssima e competente jornalista Maria América Ferreira. Excelente defesa no aspecto técnico profissional do exercício profissional do jornalismo. O jornalista especificamente habilitado para o exercício da profissão de comunicador, não pode ser confundido com o administrador de uma empresa jornalística, por exemplo. O que se entende que capacidade administrativa é algo diverso de proficiência técnica nas atividades a dirigir.
Ressalte-se, não basta ser dotado de excepcional habilidade prática. Pessoas muito eficientes no desempenho de uma profissão não são, necessariamente, um bom administrador. Quer isto dizer que, o talento e a técnica administrativa constituem qualidades suplementares, diversas dos aspectos substantivos do trabalho.
A defesa da ilustre jornalista Maria América em favor do jornalismo como profissão, é o mesmo que sempre defendi e defendo, que professor não é qualquer um que leciona qualquer coisa. Não se discute a capacidade, os conhecimentos de cultura geral ou técnica que uma pessoa possua, discute-se a habilitação específica para o exercício profissional do Magistério, como professor, inclusive no seu aspecto legal.
Se o ensino fundamental está falido, não é culpa dos professores como profissionais do ensino, mas sim dos métodos, processos adotados para o aprendizado dos alunos, impostos pelos iluminados dirigentes do sistema escolar. Parabéns à ilustre profissional do jornalismo, Maria América Ferreira. (Rodolpho Pereira Lima)