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Coordenadora da DDM no Estado quer uniformizar o atendimento às mulheres

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Quinze delegadas que comandam as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) existentes nas cidades da área do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), incluindo Bauru, reuniram-se ontem para discutir os crimes contra a mulher. A reunião foi convocada pela delegada Márcia Buccelli Salgado, coordenadora do Setor Técnico de Apoio às Delegacias de Defesa da Mulher no Estado de São Paulo.

No cargo há poucos meses, Márcia quer saber como está o trabalho das DDM de todo o Estado e quais são as deficiências. Várias DDM do Estado, segundo ela, como a de Bauru, estão precisando de mais funcionários mas, por enquanto, não há previsão de novas nomeações. A DDM de Bauru, pelo volume de ocorrências registradas, é uma das delegacias que comportaria uma segunda delegada.

Atualmente, a DDM de Bauru conta apenas com delegada titular. O cargo de delegada assistente está vago. Mas Márcia Buccelli Salgado frisou que essas reuniões, que estão sendo feitas com as delegadas das DDM de todo o Estado, são exatamente para detectar quais as deficiências. A designação de mais funcionários depende, segundo ela, de novos concursos.

A deputada federal Rosemary Correia (PMDB), delegada da primeira DDM do Estado de São Paulo, em 1985, também participou da reunião, na sede do Deinter-4. Rosemary é presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa e vem acompanhando as reuniões em todo o Estado porque está organizando um encontro estadual de delegadas que atuam em DDM, marcado para 10 de dezembro, em São Paulo.

Ela contou que de 1985 para cá, quando foi fundada a primeira delegacia exclusiva para atender a mulher, o número de DDM aumentou muito.

Atualmente, de acordo com a deputada, existem 127 DDM no Estado de São Paulo e 305 no Brasil. Márcia ressaltou que as reuniões também vão ajudar na uniformização do trabalho das DDM de todo o Estado.

No Interior do Estado, pelo fato das cidades serem menores, as delegacias costumam ter maior facilidade no encaminhamento das mulheres vítimas de violência para atendimento multidisciplinar seja em órgãos públicos ou entidades. A delegada ressaltou que a DDM faz o trabalho de polícia, mas deve sempre realizar a função social.

É classificando como trabalho social desde orientação sobre violência, através de palestras na comunidade, até o encaminhamento das vítimas a órgãos que atendam as suas necessidades.

Pelas informações que obteve, Márcia disse os crimes contra a mulher registrados em Bauru seguem as tendências do Estado como um todo: o estupro é o crime que mais preocupa e o mais comum, em maior número, é a agressão física.

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