A mulher sofreu infarto ao ser informada que sua filha, de 13 anos, estava sendo estuprada; crime não chegou a ocorrer
Uma suposta tentativa de estupro ocorrida ontem à tarde no Parque Jaraguá acabou causando a morte da mãe da menina envolvida no caso, de apenas 13 anos. A mulher, que é cardíaca, ao ser informada do fato por parentes, sofreu um infarto e foi socorrida às pressas ao Pronto-Socorro Central pela Polícia Militar.
As identidades dos envolvidos estão sendo preservadas porque o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) proíbe a divulgação do nome de menores infratores. Já o nome da menina e de seus familiares não estão sendo divulgados para evitar constrangimento a eles próprios.
No PS, a mulher foi reanimada e, como seu estado de saúde era gravíssimo, ficou internada, mas morreu por volta das 22 horas. A primeira informação recebida pela mulher foi de que sua filha havia sido estuprada por um adolescente em uma casa em construção perto da casa da família. No entanto, a menina passou por exame de corpo delito que revelou que o hímen não foi rompido e que não havia nenhuma lesão corporal.
O estupro não teria ocorrido porque a tia entrou na casa em construção quando o adolescente, de 17 anos, estava com o shorts abaixado e com o corpo sobre a menina, que estava encostada na parede. A tia assustou-se com a cena e passou a gritar, momento que o adolescente largou a menina.
Ao voltar para casa, muito nervosa, a tia contou que a menina havia sido estuprada e a mãe da menor passou mal. Familiares acionaram a Polícia Militar pelo fone 190, que designou uma viatura do Tático, que estava nas proximidades do Jaraguá, para socorrer a mulher.
Ao chegar na casa, segundo o sargento Breve, do Tático, a mulher estava desfalecida. Visando agilizar o socorro, ele solicitou apoio de outras viaturas da PM para liberar o trânsito no trajeto entre o Parque Jaraguá e o Pronto-Socorro Central.
A PM também conduziu a menina ao Pronto-Atendimento Infantil (PAI), onde foi atendida por um médico que constatou que ela não chegou a ser estuprada. A versão da menina e do adolescente para os fatos não coincidem. Ela disse que foi obrigada a entrar na casa em construção porque o rapaz a ameaçou com um estilete.
O adolescente nega. Ele disse à polícia que foi convidado pela menina para ir à casa em construção e que ela teria consentido em manter relação sexual com ele. A tia da menina, que flagrou o casal parcialmente despido, não viu nenhum estilete com o adolescente.
Diante dos fatos, o caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como ato infracional por tentativa de estupro. A delegada Rejani Borro Tiritan determinou que o adolescente acusado pela menina seja apresentando à Vara da Infância e Juventude por um responsável.