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Câmara pede vigilância 24 horas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A fuga de 89 presos no final de semana repercutiu na sessão da Câmara Municipal de ontem à tarde. Alguns vereadores se manifestaram em relação à situação da Cadeia Pública. Outros voltaram a questionar os critérios adotados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública sobre a classificação de Bauru como a cidade com os melhores índices de criminalidade do Estado. Um dos que defende a interdição do Cadeião, José Eduardo Ávila, cobrou que a Polícia Militar realize vigilância permanente no local.

José Eduardo Ávila comentou que pelo que se tem notícia até agora, homens fortemente armados entraram na Cadeia Pública e renderam com muita facilidade um carcereiro, que não anda armado e um agente penitenciário. Veja que 161 presos eram guardados por apenas um carcereiro. Isso é um absurdo. Como é possível que duas pessoas tenham condições de fazer a guarda de tantos presos. E a população? A população permanece insegura enquanto o Estado divulga que Bauru tem o menor índice de criminalidade do Estado.

O vereador Ávila informou que solicitou ao comando das polícias Civil e Militar que organizem a vigilância permanente do Cadeião. Nós defendemos há muito tempo a interdição da Cadeia e a cada dia essa realidade fica mais clara e preocupante. Vamos pedir que, enquanto isso infelizmente não ocorre, a Polícia Militar faça uma vigilância 24 horas na Cadeia e não só faça rondas, porque, do jeito que está, as fugas vão acontecer a qualquer hora. Não há nenhuma segurança na Cadeia, criticou.

O vereador continua defendendo a interdição do local e a construção do Centro de Detenção Provisória (CDP). O vereador José Clemente Rezende (PSB) ironizou a falta de investimento do Estado através da construção de uma prisão provisória fora do Centro da cidade. Quem sabe se o Governo do Estado reajustasse um pouco mais o valor dos pedágios não sobraria dinheiro para construir o Centro de Detenção Provisória, alfinetou.

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