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Infestação de Aedes preocupa, combate depende da população

Redação
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Os métodos continuam os mesmos. O apelo à população para que elimine criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, também. O assunto foi tema do Seminário de Avaliação e Intensificação das Ações de Controle de Dengue, realizado nesta semana.

O trabalho tem que ser feito todos os anos, durante o ano inteiro e constantemente, adverte Luiz Jacinto da Silva, titular da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), autarquia vinculada ao Estado de São Paulo.

Para o superintendente, a perspectiva é de que a dengue seja um assunto preocupante pelo menos durante os próximos dez anos. Esse é o tempo estimado em que idealmente nós teremos uma vacina para a dengue. Até lá, a única perspectiva de controle é manter a população de mosquitos no mínimo, expôs.

Os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti na região demandam um trabalho intensivo durante o ano todo e em todos os lugares. Agentes de saúde municipais e estaduais cobram da população, através de um trabalho de conscientização, um envolvimento maior na luta contra a dengue já que ainda não há novos métodos de combate.

O problema só vai terminar quando tivermos uma outra alternativa mais interessante de controle de dengue. Por enquanto, o que temos é o controle de mosquito, que é um trabalho intensivo, reforça o superintendente da Sucen.

O segredo seria reduzir o número de criadouros do transmissor da doença. Ou seja, eliminar a água parada fechando caixas-dágua; evitando acúmulo de água em latas, pneus, recipientes e vasilhames; cuidando dos vasos de plantas para que não acumulem água. Não temos nenhum plano mirabolante, diz Luiz Jacinto.

Cerca de 500 dos 650 municípios do Estado de São Paulo estão infestados pelo mosquito transmissor da dengue. Em todos eles podemos ter dengue, epidemia de dengue e dengue hemorrágica, adverte Luiz Jacinto.

As áreas de São Paulo que não têm o mosquito Aedes aegypti são o extremo Sul do Litoral paulista, o Vale do Ribeira, cidades na região de Sorocaba e o Vale do Paraíba.

A dengue ainda não tornou-se um problema passageiro. Por isso, para o superintendente, o plano de erradicação do Aedes aegypti promovido pelo Governo Federal há algum tempo foi um erro muito grande. Deu a impressão para a população e para os governos municipais de que de que a dengue é uma coisa temporária, disse.

Seminário

O Seminário de Avaliação e Intensificação das Ações de Controle de Dengue, promovido pela Sucen, em parceria com a Direção Regional de Saúde (DIR-X), teve como objetivo sensibilizar os municípios sobre a necessidade de intensificação das atividades de controle do Aedes aegypti.

De acordo com Maria Elena da Silva, educadora e inspetora de saúde pública da Sucen - regional Marília, a intenção é diminuir o risco de transmissão da doença, reduzir o índice de infestação do mosquito transmissor e evitar uma epidemia de dengue hemorrágica na região. Só conseguimos isso com a participação efetiva da população, salienta.

Estiveram presentes no evento representantes de prefeituras e gestores de saúde de 41 municípios das regiões de Bauru, Jaú e Lins, entre eles Agudos, Arealva, Dois Córregos, Duartina, Itapuí, Macatuba, Uru, Promissão e Brotas.

A importância desse seminário é que ele é mais uma reunião de insistência sobre as atividades de controle de dengue, reforça o superintendente da Sucen.

DIR-X

Para o médico Flávio Badin Marques, titular da Direção Regional de Saúde (DIR-X), o grande problema da infestação do mosquito transmissor da dengue, na região, é o descuido da população. O método continua o mesmo, mas a gente vê que as pessoas se descuidam.

A preocupação, neste momento, é a chegada da época de chuvas, em que a possibilidade de aparecimentos de casos de dengue hemorrágica aumenta. Quando chega o inverno, as pessoas acham que acabou o problema e voltam a preocupar-se quando aparecem novos casos. A idéia não é essa. É fazer a prevenção, afirmou.

O trabalho dos técnicos de Saúde torna-se nulo se a população não cumpre sua parcela de responsabilidade. Toda a sociedade tem que assumir o seu papel, reforça Badin.

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