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Dinda, a naïf de Bauru

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

Artista bauruense, filiada à tradição de arte ingênua, abre exposição hoje, na galeria do Bauru Shopping.

A pintora Myriam Sanson, a Dinda, mostra a partir de hoje, às 10 horas, na galeria do Bauru Shopping, uma seleção de seus trabalhos recentes. Filiada à tradição de arte naïf, Dinda retrata temas bucólicos, típicos de uma visão romântica, sonhadora e inocente do Interior.

Naïf, ou naive na versão aportuguesada, é uma palavra francesa para designar um tipo de arte ingênua, realizada quase sempre por artistas autodidatas. O gênero, que tem considerável espaço em algumas das mais importantes galerias do mundo, é um dos que mais projeta pintores brasileiros no Exterior. Um dos grandes feitos de artistas brasileiros no mundo foi conseguido por um naïf. Chico da Silva, recebeu, em 1966, uma menção honrosa na Bienal de Veneza.

Para alguns críticos de arte, o Brasil é um dos cinco maiores produtores de arte naïf do mundo, ao lado da França, ex-Iuguslávia, Haiti e Itália. Eles acreditam que a arte brasileira tenha vantagem pela exuberância da natureza e a diversidade de cores, crenças e tipos humanos do País.

A arte naïf, no entanto, não é coisa para inglês ver. No Brasil, o gênero é um dos que mais tem seguidores e vem ganhando espaço no circuito de artes. Além das galerias se interessarem, especialmente pelo valor comercial das obras, no Rio de Janeiro fica o Museu Internacional de Arte Naïf, onde estão 8.000 obras de artistas de todo País e de outros 130.

Para não fugir à regra dos naïfs, Dinda tem uma relação emocionada com suas obras. Eu amo meus quadros. E é tanto o amor com que os trabalho, que eu acho que o colorido e a luz que saem deles não é só o resultado das tintas, declara.

Serviço

Exposição de Myrian Sanson, Dinda. Abertura hoje, na galeria do Bauru Shopping. Grátis. Até o dia 29/11. Informações: (14) 3214-1673.

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