Bar comemora aniversário, de hoje a sábado, com maratona de shows.
Certa vez perguntaram para Keith Richard, o jurássico guitarrista dos Rolling Stones, se ele não achava que o rock era coisa de adolescentes, se não ficava mal para um senhor de idade ficar fazendo macaquices em cima do palco e tal. A resposta foi mais ou menos esta: O rock é coisa de homens maduros, os melhores álbuns da história de rock não foram feitos por moleques. A historinha pode ser transportada para ilustrar uma data que foi comemorada anteontem. O Armazén Bar fez 21 anos.
Aberto no dia 20 de novembro de 1980, o bar sempre abrigou a efervescência cultural da cidade. Recebeu canjas de Caetano Veloso, Guarabira e Moraes Moreira, na década de 80, incentivou (e ainda incentiva) a formação de incontáveis bandas e músicos e foi considerado pela revista Veja um dos templos do rock do Interior, já nos anos 90.
Com o tempo, viu a concorrência aparecer, teve de se profissionalizar para sobreviver e se hoje é um negócio, afinal, os dias atuais exigem isso, o bar ainda tem uma filosofia de trabalho cultural, de formação de bandas e público para a música ao vivo, o que é pelo menos elogiável.
No clima de celebração, que começou com o Armazén Rock Gol, competição de futebol vencida pela banda Mandrake, de hoje a sábado, sete bandas por dia sobem ao palco do Armazén para mostrar o que sabem. Lá vai a lista: hoje, For Fun, Rock S/A, Level, Arena, Fairy Tale, Funkenstein e Mommy Lets Fuck it All; amanhã, Mandrake, Awaska, Black Sabbath Cover, Al Khemia, Blues & Derivados, Hug e Os Cervejas; sábado, Psique, Nomad, Sunrise, Triall, Hell, Bates Motel e Dogma. Com o perdão do clichê, longa vida ao Armazén.
Serviço
Aniversário de 21 anos do Armazén Bar, de hoje a sábado, a partir das 23 horas, com sete bandas por dia. Rua Quintino Bocaiúva, quadra 2.