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Alimentos mais saudáveis ganham mercado

Redação
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Se ainda há quem confunda alimento light com diet, os brasileiros têm de se preparar para evitar mais confusão à mesa. Nas prateleiras dos supermercados, alimentos orgânicos e funcionais são cada vez mais comuns. No futuro, a ciência promete uma nova variedade: transgênicos criados para ter benefícios nutricionais. São palavras diferentes, até estranhas, mas que já fazem parte da dieta de muita gente. Quem tiver informação sairá ganhando na hora de escolher o que comprar.

Nada de agrotóxicos nem fertilizantes químicos. São as condições básicas que definem os produtos orgânicos. Mas o conceito de orgânico vai além: o produtor deve respeitar normas em todas as etapas de produção, da preparação do solo à embalagem do alimento, sempre preservando os recursos naturais. Além de verduras, legumes e frutas, há produtos orgânicos que passam por transformação industrial, como azeite de dendê, café e chá.

Os funcionais têm algo a mais a oferecer do que matar a fome. Com a mesma aparência dos alimentos convencionais, possuem um ou mais ingredientes capazes de produzir efeitos que podem ajudar a diminuir o risco de doenças crônicas. Colesterol alto, diabetes, osteoporose e hipertensão são alguns exemplos dessas doenças. Margarina com fitosterol (um componente vegetal), leite com ômega 6 (um tipo de gordura encontrada em peixes) e bebida láctea com determinadas bactérias vivas são exemplos de alimentos funcionais.

Os polêmicos transgênicos são criados a partir da manipulação genética. A tecnologia chamada de transgenia, que permite o desenvolvimento dos transgênicos, é caracterizada pela transferência de um ou mais genes de um ser para outro. Os seres envolvidos nessa transferência podem ser de espécies diferentes. Nos supermercados brasileiros, há alimentos com transgênicos. São produtos com traços de milho ou soja modificados geneticamente para aprimorar a agricultura.

Alimentos transgênicos desenvolvidos especificamente para ter benefícios nutricionais ainda não estão à venda, mas se encontram em desenvolvimento em laboratórios internacionais. Um exemplo é o arroz dourado. Com genes do narciso e de uma bactéria, seus grãos produzem betacaroteno (substância que se transforma em vitamina A no organismo). O produto foi desenvolvido pelo cientista suíço Ingo Potrykus, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, e ainda está em fase experimental.

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