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Preso acusado de latrocínio em Pirajuí

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 5 min

Seis homens tiveram prisão temporária decretada e um deles teria confessado o crime que causou a morte do fazendeiro.

Pirajuí - Policiais civis de Pirajuí, com o apoio das delegacias de Agudos, Balbinos e Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru prenderam ontem o homem que teria atirado e matado o fazendeiro, Antonio Ribas Sampaio, 66 anos, na noite do dia 24 de outubro. A arma, um revólver Taurus, calibre 38 foi apreendida com o acusado, Miguel Vieira do Nascimento, 23 anos. Outros cinco homens foram identificados como suspeitos.

O latrocínio, segundo a polícia apurou, teria sido motivado pela busca por armas, uma vez que os envolvidos tinham a informação de que na sede da fazenda haveria uma coleção delas, com as quais eles poderiam fazer dinheiro.

No dia do crime, eles não encontraram a coleção. Dias depois, a polícia vasculhou a casa e encontrou 15 armas, no forro da residência. Todas foram apreendidas. A polícia aguarda a documentação para confirmar se o fazendeiro era mesmo um colecionador de armas, ou se tinha armas como hobby.

Com os suspeitos, em número de seis, os policiais encontraram um aparelho celular de propriedade do caseiro da fazenda, dois rádios de comunicação, três espingardas, um relógio que provavelmente seja da vítima, uma faca, munição e um kit de limpeza de arma.

O delegado encarregado das investigações, Ricardo Silva Dias, titular de Pirajuí, garante que as investigações continuam com o intuito de esclarecer alguns pontos que estão nebulosos, porém o crime, na opinião dele, está esclarecido, já que o acusado teria acabado por confessar o latrocínio.

Os seis suspeitos, de acordo com o delegado, tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz de Pirajuí, por 30 dias, período necessário para que ele faça o indiciamento de todos os envolvidos.

Ponto por ponto

O crime começou a ser esclarecido quando o ex-funcionário da fazenda, Reginaldo Cunha Santos, foi encontrado pelos investigadores, na cidade de Balbinos. Ele teria dito que sabia da coleção de armas do ex-patrão e que teria comentado o fato com Guilherme André Neves, morador de Pirajuí.

Neves teria se interessado pelo assunto e juntos eles teriam ido até a fazenda, cinco dias antes do crime. O ex-funcionário da fazenda teria dado a dica para Neves e em troca receberia 10% daquilo que fosse faturado pelo grupo com a venda das armas. Neves teria ficado como intermediário entre os acusados de Bauru e o ex-funcionário.

Neves teria mantido contato com os quatro suspeitos de Bauru: Joselir Bazílio Rodrigues, 25 anos, Marcos Roberto Daniel, 23 anos, Tadeu Gomes Nicolau, 26 anos e Miguel Vieira do Nascimento, 23 anos. Eles teriam combinado o assalto e Neves faria o levantamento do local. No dia marcado, todos foram para a fazenda.

Como foi

Pouco antes da meia noite, dois deles chegaram na fazenda e bateram na casa do caseiro, alegando que estavam com defeito no carro e precisavam de algumas ferramentas emprestadas. O caseiro emprestou.

Passados alguns minutos, outros dois, chegaram na casa do caseiro para devolver as ferramentas, que pela descrição do caseiro, deveria ser o Joselir Rocha e Miguel Nascimento. A dupla pediu para lavar as mãos e foi levada até um tanque. Um deles teria pedido um detergente e quando o caseiro entrou para sua casa a fim de pegar o produto, momento em que foi rendido com uma arma.

Outros dois chegaram e renderam a família toda do caseiro. A família teria ficada presa em um dos quartos sob a vigilância de um dos envolvidos que teria cortado o fio do telefone. Os outros três, em companhia do caseiro foram para a casa sede.

O trio teria obrigado o administrador a falar com o fazendeiro e alegar que havia um animal doente e que ele precisava entrar na casa para pegar um remédio no escritório. O fazendeiro teria aberto a porta quando foi empurrado por Miguel Nascimento.

A morte

O fazendeiro, Antônio Ribas Sampaio foi surpreendido pelos ladrões. Duas hipóteses estão sendo investigadas para essa parte da história. Ele pode ter se desiquilibrado e agarrado na camisa de Miguel. Como pode ter reagido, quando viu os desconhecidos armados.

A atitude do fazendeiro foi interpretada como uma reação negativa pelo ladrão, segundo a polícia. A arma estava engatilhada. O acusado pode ter feito o disparo ou a arma disparado. O tiro atingiu a têmpora da vítima, provocando a morte.

Frieza no agir

Mesmo com a vítima morta, os envolvidos no crime não desistiram. Deixaram o morto e começaram a vasculhar a casa, à procura pelas armas. Encontraram duas cartucheiras, que eles venderam posteriormente, dois rádios de comunicação e dois aparelhos celulares.

Depois da busca sem êxito, eles fugiram com o Fiat Fiorino da vítima. O carro foi abandonado, na mesma madrugada na estrada vicinal que liga Agudos a Borebi. A polícia ainda investiga o paradeiro das duas cartucheiras vendidas pelos acusados.

Investigações

A prisão de Reginaldo Santos foi o início do esclarecimento do crime. Ontem, com os nomes e descrições dos demais envolvidos, quatro de Bauru, os policiais de Pirajuí estiveram em Bauru. Prenderam os quatro e apreenderam uma arma que teria sido usada no crime e os demais objetos. Miguel Nascimento, teria confessado que ele é quem estava com a arma.

De acordo com a polícia, só Marcos Roberto Daniel tem passagem pela polícia, por furto. Os demais não estão cadastrados.

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