Cerca de 40 pesquisadores de vários países estão na cidade para discutir a prevenção de anomalias craniofaciais.
De hoje até quinta-feira, Bauru sedia um encontro internacional sobre prevenção de anomalias craniofaciais, com a presença de pesquisadores de diversas partes de mundo. O evento é realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reunirá cerca de 40 pesquisadores, entre eles médicos-geneticistas, biólogos, pediatras, cirurgiões-dentistas, epidemiologistas, nutricionistas e demais profissionais da área da saúde para discutir protocolos de tratamento com ênfase em procedimentos preventivos.
O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho, e a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais (Funcraf) apóiam o evento. Os profissionais do Centrinho e da Funcraf serão os anfitriões da comitiva - o encontro será na cidade graças ao prestígio e reconhecimento conquistados pelo Centrinho junto à comunidade científica internacional na área de anomalias craniofaciais em mais de 34 anos de trabalho.
A sessão de abertura do encontro será às 8h30, no Hotel Quality Suites Garden Plaza. Dentre os convidados para a solenidade estão o ministro da Saúde, José Serra, os secretários de Saúde do Estado de São Paulo, José Guedes, e da cidade de Bauru e demais autoridades municipais, estaduais e federais.
No Brasil, a fissura labiopalatal, uma das anomalias craniofaciais mais comuns, acomete uma a cada 650 crianças nascidas. Várias partes do mundo possuem registros dos nascimentos de crianças com anomalias. O Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas, por exemplo, registra esses casos e conta com a colaboração de vários hospitais-maternidades do Brasil. Estes registros servem para se calcular a prevalência de anomalias em uma dada região, em um certo período de tempo e, assim, são traçadas políticas de saúde pública referentes aos tratamentos e à prevenção.
Para isso, são criados grupos de trabalho em nível mundial. Na área das anomalias craniofaciais existem quatro grupos de atuação: de prevenção, tratamento e manutenção, gene ambiente e um grupo cirúrgico. A última reunião geral desses grupos de trabalho ocorreu em Genebra, no mês de novembro do ano passado. Desta vez, o encontro é do grupo de prevenção, coordenado por Victor Boulyjenkov, Peter Mossey, Ronald Munger, Jefrey Murray e William Shaw, que vai discutir todos os modelos de registros existentes e estudar a possibilidade de criar um registro mundial das anomalias craniofaciais.