As 36 creches sob a responsabilidade da Sebes atendem 3.420 crianças, mas a demanda é muito maior.
Bauru tem dez creches municipais, ligadas à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), e 26 administradas por entidades filantrópicas. Apesar de atenderem 3.420 crianças, as 36 unidades não são suficientes para atender a demanda da cidade por vagas. Levantamento feito pela Sebes a pedido do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) mostra que existem quase quatro mil crianças na lista de espera, aguardando vagas.
Sandra Scriptore, titular da Sebes, acredita que a demanda real por vagas seja um pouco menor, cerca de três mil. Ela explicou que os pais, para aumentar as chances de conseguir uma vaga, muitas vezes deixam os nomes dos filhos em várias creches. Mas ela admite que há demanda reprimida e que seria preciso mais unidades para atender todas as crianças.
Por enquanto, não há previsão de que o problema de falta de vagas seja sanado, mas Sandra acredita que o número de crianças atendidas vai aumentar a partir do próximo ano. A Prefeitura está construindo mais uma creche, no Parque Santa Edwirges, e a titular da Sebes espera que a transferência gradual das creches para a Secretaria Municipal de Educação vai resultar em mais vagas.
A transferência das creches para a Secretaria de Educação atende a uma lei federal. A partir do próximo ano o governo estadual vai deixar de repassar subsídios aos municípios para o custeio das creches. Em Bauru, das 13 creches municipais, três já estão sendo administradas pela Secretaria de Educação (leia mais na página 3).
Sandra Scriptore contou que a falta de vagas em creches é um problema já antigo. Agora, com a transferência das creches para a Secretaria de Educação, ela espera que será mais fácil organizar o atendimento à criança e que isso resultará em mais vagas. Ela ressaltou que as vagas abertas todos os anos nas Escolas de Educação Infantil (Emeis), ao final da pré-escola, serão ocupadas por outras crianças de 3 a 6 anos que estão na fila de espera das creches.
As creches atendem crianças entre quatro meses e seis anos e as Emeis entre 3 e 6 anos. Além das 45 Emeis, a Secretaria de Educação vai agregar as 39 creches e poderá formar uma rede de educação às crianças de até 6 anos e conseguir, na mesma estrutura, atender um número maior. A criança que hoje fica só meio período na creche poderá ser transferida para a Emei, o que abrirá vaga na creche, explicou Sandra Scritore.
Em algumas creches, o número de crianças na lista de espera é muito maior que a capacidade de atendimento da unidade. É o caso da Creche-Berçário Rodrigues de Abreu, que atende 128 crianças e tem outras 418 na fila de espera. Outra creche com longa fila é a Creche Berçário São José, localizado no Fortunato Rocha Lima, que atende 85 crianças e tem fila de espera com 212 nomes.
Para tentar uma vaga
Em qualquer é poca do ano, mãe ou pessoa responsável pode cadastrar a criança na creche próxima a seu trabalho ou residência. Para esta lista de espera, é necessário apenas o registro da criança, um comprovante de residência e um telefone de contato. Quando surge uma vaga é preciso levar a seguinte documentação:
Certidão de nascimento, carteira de vacinação Atestado médico Comprovante de renda Comprovante de residência Declaração dos patrões ou empresa onde a mãe trabalha
Essa documentação pode variar dependendo da creche