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Um anjo pousou em Bauru

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 3 min

Cantor Robinson, que ficou famoso como calouro do Programa Raul Gil, passa por Bauru e anuncia show na cidade

Mais conhecido como o anjinho do Raul Gil, o cantor Robinson Monteiro experimenta fama meteórica. Depois de ficar 17 semanas no Programa Raul Gil e conseguir contrato com a gravadora Warner, o seu primeiro CD fora do circuito gospel, Anjo, contabiliza 500 mil cópias vendidas, segundo ele conta, em menos de dois meses nas lojas.

Para Robinson, que se apresenta em Bauru no dia 21, no Kart Indoor, às 22 horas, o sucesso repentino da sua música deve-se ao fato de ele ter trazido a essência do gospel norte-americana para a música popular do País. Anteontem, o cantor esteve na cidade para divulgar seu CD e concedeu uma entrevista.

Jornal da Cidade - Vamos falar um pouco desse trabalho. Anjo é o seu primeiro CD?Robinson - Na verdade é o meu segundo CD. O primeiro é um CD gospel, de pequena tiragem, que acabou no meio do caminho. Agora da carreira mesmo, o Robinson, é este, o Anjo, que foi um CD feito com muito carinho. Fiquei 17 semanas no Raul Gil, competindo e ficando em primeiro lugar. Competindo com grandes cantores e nós permanecemos. Então, eu recebi o convite da Warner para fazer o CD e separamos um repertório forte.

A minha preocupação era estar divulgando não só o gospel, mas também mantendo o meu conteúdo vocal e eu sempre me preocupei com a letra, com o que eu iria cantar. E o CD é o resultado de tudo isso.

JC - Qual é a sua preocupação com a mensagem?Robinson - É não valorizar só o vocal, a música, mas também a letra, o contexto, o conteúdo, em forma de palavras.

JC - Tem sempre um caráter religioso?Robinson - Não. Na verdade não é uma mensagem religiosa, é mensagem que fala de conquista. É mensagem que te dá uma força para você se levantar e acreditar no amanhã. E também fala de Deus, com certeza, porque além de ser cantor popular, eu sou cantor gospel e eu sou batista. Então, eu nasci em um berço evangélico, eu tenho uma linhagem cristã. E foi o que conquistou o meu espaço, eu trouxe para a música popular a essência da música gospel, soul, negro spiritual, que é típico das igrejas norte-americanas. De corais negros, que eu cantei desde pequeno.

JC - O que te motivou a ir ao Raul Gil pela primeira vez? Robinson - Eu já tinha uma carreira, eu dava aula de canto. E minha mãe assistiu ao programa e falou para eu ir. Eu, a princípio, não queria ir porque eu tinha medo de pagar mico. Não sabia se seria bem aceito porque na igreja é forte o estilo negro. No Brasil o que manda é axé, música sertaneja, MPB. E o meu negócio é bem música negra americana, só que em português. E minha mãe disse, vai porque se você não tentar não vai saber o que vai acontecer. De repente, fui, fiz o teste, gostaram, cantei no primeiro programa, trouxe o maior impacto e a partir daí começou já a história da minha vida musical, da minha carreira como artista de verdade.

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