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Bauru precisa de mais vinte creches

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Hoje a cidade tem 39 unidades que atendem 3,6 mil crianças e a fila de espera para o ano que vem chega a 4 mil.

Para suprir a demanda reprimida, Bauru precisaria de pelo menos mais 20 creches, afirma a secretária do Bem-Estar Social, Sandra Scriptore. Hoje existem na cidade 13 unidades públicas e 26 não-governamentais, mantidas por instituições civis e filantrópicas, que no total atendem pouco mais de 3,6 mil crianças de famílias pobres, com idade de 0* a 6 anos , mas deixam diversos bairros muito pobres sem amparo.

A creche é um equipamento de educação, que não deixa de ser equipamento de proteção para as crianças quando a mãe vai trabalhar. Até este ano, as creches municipais pertenciam à Secretaria do Bem-Estar, mas em 2002 passarão a ser da alçada da Educação.

Em Bauru, as duas secretarias se uniram para garantir a ampliação do atendimento. Segundo a diretora do Departamento de Educação Infantil, Solange Santos Ferreira dos Reis desde agosto as duas pastas trabalham em conjunto para a ampliação das unidades já existentes e consequentemente vir a suprir logo no início do ano parte do déficit. Solange aponta que todas as ações esbarram na Lei de Responsabilidade Fiscal cujo patamar de 2001 já foi atingido. Por isso, aguardam o novo orçamento, que dotará a Educação com prioridade. Já faz parte deste processo a seleção de 55 novos professores, para que sejam aumentadas as vagas. A falta de educadores é o nosso grande problema no momento. Nós não podemos contratar. As estruturas já existentes poderiam até receber novos alunos, se tivéssemos profissionais para recebê-las. Ela ressalta que as demais secretarias, como Obras, Planejamento e a Câmara Municipal já foram acionadas para agilizar este processo de implementação das creches. O edital do concurso para os professores deve ser divulgado em breve.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é um direito de todos (de toda criança e não da mãe), que deve dar acesso à educação, proteção e cuidados a essa criança que não pode ficar em casa sozinha, com os vizinhos ou o irmão maior, às vezes de 6, 7 anos, sem alimentação, sem cuidados sem estimulação e desenvolvimento integral. Se a mãe não tem com quem deixar o filho, ela sai de casa mesmo assim, porque precisa sobreviver, afirma a secretária da Sebes.

Por isso, as creches priorizam o acesso às crianças que vivem em exclusão, ou em situação de risco, de famílias pobres e vulneráveis. Além daquelas que realmente não têm com quem ficar e que a condição sócio-econômica da família não permita que ela, por exemplo, pague pouco, mas pague para alguém cuidar dos filhos. Crianças subnutridas, abandonadas, que tenham mães com problemas de comportamento ou fiquem com avós muito idosos ou debilitados também fazem parte deste universo, segundo a secretária.

Sandra Scriptore revela que não se pode superlotar creches para não virar balbúrdia, bem como manter o nível de atendimento que conta não só com atividades e alimentação, mas acompanhamento médico, odonto, fono e psicológico. Muitas unidades são amplas e muito modernas, três delas (Vista Alegre, Vânia Maria e Pousada) já estão sob responsabilidade da secretaria da Educação e passaram por reformulações externas e internas.

A mãe que consegue uma vaga na creche, não vai tirar nunca seu filho de lá. Tem muitos que entram com quatro meses e saem com diploma do pré, finaliza, justificando que por este motivo também sobram vagas nas Emeis. O atendimento é o mesmo, mas o período não é integral.

(*) a partir de 4 meses em caso de creches com berçário.

Para tentar uma vaga

Em qualquer época do ano, a mãe ou pessoa responsável pode cadastrar a criança na creche mais próxima a seu trabalho ou residência.

Para esta lista de espera, é necessário apenas o registro da criança, um comprovante de residência e um telefone de contato.

Quando surge uma vaga é preciso levar a seguinte documentação*:

Certidão de nascimento carteira de vacinação atestado médico comprovante de renda e residência declaração dos patrões ou empresa onde a mãe trabalha.

*Essa documentação pode variar dependendo da creche

Regiões mais problemáticas

Pousada II Santa Cândida Andorfato Nova Esperança Ouro Verde Chapadão Parque Real Joaquim Lourenço Leão XIII Vila Antarctica

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