Ainda sob a chuva de milhares de bombas sobre o Afeganistão, a pretexto de aprisionar Bin Laden. Bush já prepara mais duas novas ofensivas, uma sobre o Iraque de Saddam Hussein, e outra em curso através do aliado Israel, contra o povo palestino. Lembrar que há dias quase o líder Arafat perde sua vida pelos ataques dos mísseis israelenses. O ponta de lança de Bush, primeiro-ministro Ariel Sharon, é reconhecidamente um criminoso de guerra até para os próprios tribunais de Israel. No entanto, vem perpetrando ações de puro terrorismo de Estado, características básicas do sionismo. Já em 1948 (fundação do Estado de Israel) indo até 1952 e estendendo-se aos nossos dias, o projeto de despovoamento da Palestina foi e está em andamento a partir de uma política de limpeza étnica planificada pelos sionistas conforme seu próprio enunciado: Não alcançaremos nossos objetivos de nos tornarmos um povo independente convivendo com os árabes nesse pequeno país. A única solução é ocuparmos terras da palestina, expulsando os árabes daqui para outros países vizinhos, transferir todos eles, não deixar nenhuma vila e nenhuma tribo pode ser deixada em pé.
Aí está a política do modelo de democracia ocidental dos EUA que protege, arma e apoia um Estado terrorista. Assassina quase 100 mil iraquianos numa guerra que se dizia cirúrgica e em alvos estritamente militares. Quantos milhares já morreram no Afeganistão? E agora Israel abre fogo contra o grande líder e principal personagem da resistência e criador do Estado Palestino - Yasser Arafat, que chega até se subjugar a Sharon em nome da paz no Oriente Médio. Na mídia internacional propagandeiam como terroristas os militares do Hamas, Jihad Islâmica, Hezbollah, FPLP e setores da Al-Fatah, que são na verdade grupos de resistência à invasão das tropas israelenses ao território palestino e lutam pela causa maior de um povo: a sua independência e emancipação como Nação. Chega de mortes! Viva a vida! Paz na Terra! (Luiz Roberto Peres - RG. 5.008.572)