Uma lista com reivindicações feitas por representantes da região de Jaú deve ser entregue esta semana, em São Paulo.
Jaú - Representantes dos Conselhos de Segurança (Conseg) de dez cidades se reuniram no último sábado, na Câmara Municipal de Jaú, para discutir seu papel na sociedade e cobrar do Governo do Estado melhores condições de trabalho. A presença mais aguardada no I Encontro Regional dos Conseg era a do secretário-adjunto de Segurança Pública, Mário Papaterra Limongi. Ele havia confirmado presença, mas devido ao mau tempo na Capital paulista, Limongi não conseguiu decolar a tempo de participar do encontro.
Apesar da ausência do secretário-adjunto, que viria acompanhado do coordenador estadual do Conseg Fábio Bonini, o encontro transcorreu sem mudanças na programação. Agora, a lista de reivindicações deve ser entregue a Bonini, na próxima quarta-feira.
Uma comissão, chefiada pelo coordenador do encontro regional Idail João Sagioro, irá fazer uma visita à Secretaria de Segurança Pública, em São Paulo, e entregará nas mãos de Bonini, os pedidos dos Conseg da região de Jaú. O coordenador estadual será o responsável para fazer chegar às mãos do secretário de Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, as reivindicações da comissão.
De acordo com o capitão Airton Troijo, da Polícia Militar de Jaú, um dos representantes do Conseg jauense, a lista de pedidos foi elaborada durante reuniões com os conselhos regionais. Entre as reivindicações estariam a entrega de novas viaturas, armamentos, munição e equipamentos de rádio-comunicação à polícia.
Na opinião do capitão, o fornecimento desse material serviria para melhorar a qualidade do policiamento preventivo e repressivo nas dez cidades, onde há o conselho.
Palestras
O encontro do último sábado serviu também para que profissionais da área de segurança pública dessem explicações, aos seus ouvintes, sobre segurança no trânsito, em presídios e sobre a formação do Conselho Tutelar.
A palestra sobre segurança no trânsito foi feita por Bernadete Rosa Barbosa, do Departamento de Trânsito da Prefeitura de Jaú. Munida de gráficos, ela falou sobre o aumento na frota de veículos, de acidentes e no número de mortes.
Bernadete foi sucedida pela palestrante Flávia Urbano, presidente do Conselho Tutelar de Jaú. Ela deu informações sobre o funcionamento do conselho e como ele deve ser estruturado.
O último a falar foi o delegado seccional de Jaú Benedito Antônio Valencise. O tema da palestra feita por ele girou em torno da implantação de Centros de Ressocialização no Estado de São Paulo e da segurança nos presídios.
Após as palestras, que tiveram duração média de 20 minutos cada, todos os participantes do encontro tiveram a oportunidade de questionar os palestrantes sobre os assuntos abordados.
Em linhas gerais, o I Encontro Regional dos Conseg trouxe à tona aspectos da segurança pública que deram certo e que, segundo o capitão Troijo, precisam ser copiados pelas autoridades da região. Precisamos fazer com que nossos administradores ajam não só politicamente, mas (também) pensando no futuro da comunidade, ressaltou.
Segundo os organizadores do encontro, todas as 12 cidades da região que já implantaram o Conseg estavam representadas no evento. Somente em Jaú existem três conselhos instituídos: um no centro e os outros dois nas regiões norte e sul da cidade. Além de Jaú, há Conseg em Bariri, Itaju, Boracéia, Itapuí, Bocaina, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Barra Bonita e Mineiros do Tietê.
Problemas comunitários
Os Conselhos de Segurança (Conseg) foram criados em 1985 por Decreto Estadual. Neles, grupos de pessoas de um mesmo bairro ou cidade se reúnem para discutir, analisar, planejar e acompanhar a solução de problemas comunitários de segurança. O Conseg tem a função ainda de desenvolver campanhas educativas e facilitar o entendimento e a cooperação entre as lideranças locais.
As reuniões são mensais e normalmente são feitas à noite. A Secretaria de Segurança Pública mantém dois representantes em cada conselho. Geralmente a escolha recai sobre o comandante da Polícia Militar e um delegado. Todo o trabalho é exercido de forma voluntária.