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Ricardinho, um craque em Bauru

David Cintra
| Tempo de leitura: 3 min

Ídolo da torcida corintiana e um dos mais valorizados jogadores da atualidade visitou escolinha franqueada do Alvinegro na cidade.

O craque corintiano Ricardinho esteve ontem em Bauru e distribuiu autógrafos na Academia Bate Bola, franqueada do Projeto Chute Inicial do clube paulista.

Em pleno período de férias, Ricardinho veio a Bauru por iniciativa própria realizando um compromisso assumido com dirigentes das escolinhas franqueadas pelo Corinthians em Marília e Bauru. Há quatro meses, o craque afirmou a José Rufino, proprietário da Bate-Bola que gostaria de conhecer a cidade e a escolinha. O empresário David Valério, da loja de materiais esportivos Globo Sport também colaborou para que a visita se concretizasse.

O craque, acompanhado do gerente de franquias da Corinthians Licenciamentos, Wilson Santoro, deu muitos autógrafos e conversou com os garotos. Ricardinho conversou também com a reportagem do JC, durante almoço no Restaurante Tayu. No entanto, negou-de a falar sobre as especulaçães em torno de uma possível transferência para qualquer clube. "Para quem eu fui vendido hoje?", perguntou a certa altura em tom descontraído.

Ricardinho foi revelado no futebol paranaense (reside em Curitiba até hoje). Foi tricampeão estadual no Paraná Clube (95, 96 e 97). Depois, foi para o Bordeaux da França. A seguir, retornou ao País para jogar no Timão, onde se consagrou nacionalmente, sendo bicampeão brasileiro em 1998/99, paulista em 1999 e 2001, e conquistou, em 2000, o Mundial de Clubes da Fifa. Chegou à Seleção Brasileira no ano passado e atuou por meio tempo frente à Colômbia, na primeira partida das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002.

Sobre Bauru: "Eu já estive aqui uma vez, mas foi de passagem. Mas é um prazer muito grande estar aqui, rever alguns amigos, conhecer outras pessoas e ter a oportunidade de poder estar junto com as crianças da escolinha do Corinthians".

Sobre a Seleção Brasileira: "Todo mundo sonha, todo mundo projeta ir para a Seleção. Todo atleta pensa dessa forma.A Seleção é o ponto máximo da carreira de um jogador. Todas as vezes que eu fui convocado logo em seguida mudou o comando. Primeiro com o Vanderlei, depois com o Leão. Mas no momento eu estou descansando com a minha família e não penso nem na Seleção e nem no Corinthians".

Sobre o ano do Timão: "Agora não adianta a gente ficar falando o que faltou, se fosse assim, se poderíamos ter feito diferente algumas coisas, isso não adianta. A verdade é que foi um ano que nós conseguimos um título importante, mas poderíamos ter conquistado outros. Para um clube grande, não foi o que nós esperávamos. Agora temos que descansar, curtir a família e começar o ano que vem com tudo".

Sobre o momento do futebol brasileiro, especificamente a CPI do Futebol: "Eu não comento sobre a CPI, quem tem que comentar são as pessoas envolvidas. Se isto afetou ou não a campanha do Brasil nas Eliminatórias é uma coisa que cada um tem sua opinião e eu não comento sobre isso".

Sobre a carreira de jogador de futebol: "Eu adoro a minha profissão, tenho prazer em jogar bola. Não é só o clube em que você atua e tudo aquilo que envolve a nossa profissão. É você gostar daquilo que faz e eu gosto muito do que faço. Procuro melhorar sempre, aprimorar a cada dia e sou muito feliz. Se tivesse a oportunidade de escolher novamente, com certeza eu seria jogador de futebol".

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