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Jovem assassinada não estava grávida

Redação
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A exumação feita pelo Instituto Médico Legal, ontem, em Agudos, comprovou que o útero da jovem estava vazio.

A exumação do corpo da adolescente S.C.S., 17 anos, morta com um tiro de garrucha no dia 3 de setembro deste ano, comprovou que ela não estava grávida na ocasião de seu falecimento. O procedimento foi realizado na manhã de ontem, no Cemitério da Saudade, em Agudos, cidade em que a vítima residia e onde foi sepultada.

S. morreu no interior de uma casa, na rua Joaquim Fidélis, próxima à avenida Nações Unidas, em Bauru. O acusado de efetuar o disparo, Edgar Costa dos Santos, 34 anos, foi preso por policiais militares nas imediações do local do crime. De acordo com depoimento de testemunhas, S. supostamente fazia programas sexuais e era agenciada por Santos, a quem deveria R$ 80,00. O assassinato teria ocorrido após Santos ter ido cobrar a dívida. Ele é acusado de ter efetuado o tiro que atingiu a moça no rosto, depois da discussão.

Procedimentos

O útero do cadáver de S. foi retirado para a análise e o médico legista Alberto Briani constatou que o órgão estava completamente vazio. A jovem, portanto, não estava grávida na ocasião de sua morte.

De acordo com Briani, o procedimento foi facilitado pelo bom estado de conservação do cadáver. Os órgãos foram reconhecidos sem dificuldades e ainda estavam íntegros.

Nos próximos dias, o laudo da exumação do IML será entregue à polícia, que dará seguimento ao inquérito. A polícia ainda está apurando se S. era agenciada por Santos.

A tia da vítima, Aparecida da Silva Dezideli, esteve presente na exumação e afirmou que a família desconhecia a informação de que S. fazia programas sexuais. Ela dizia que estava trabalhando e ficava dias sem aparecer, disse. Ela acrescentou que os pais da adolescente são separados e que a mãe mora em Pederneiras.

Pena

A exumação foi solicitada pelo delegado Carlos Crivellari Creppe, do 3.º Distrito Policial (DP), porque o Instituto Médico Legal (IML) não investigou se a vítima estava grávida, informação anônima que chegou à polícia após a necrópsia.

Se a gravidez fosse comprovada, o acusado responderia por homicídio duplamente qualificado. A pena prevista de seis a 20 anos passaria a ser de 12 a 30 anos de prisão. Além disso, se a polícia comprovar que Santos era agenciador da vítima, ele poderá responder também por rufianismo, cuja pena prevista é de um a quatro anos de prisão.

No depoimento que prestou no 3.º DP, Santos inicialmente negou a tentativa de homicídio, mas posteriormente confessou o crime. Ele disse ao delegado que estava sendo ameaçado e que atirou em S. pensando tratar-se de um de seus ameaçadores.

Após o depoimento, o acusado foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e encaminhado à Cadeia Pública de Bauru. Dias depois, foi transferido para a cadeia de Reginópolis.

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