Nos últimos anos, muitos consumidores têm reclamado que seus hidrômetros giram sob pressão de ar quando não há água e que isso é cobrado deles no final do mês. De acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), Bauru não sofre com este problema.
“Isso acontece onde há o abastecimento por ciclos, ou seja, o sistema fornece água durante algumas horas e interrompe em outro período. No intervalo, a tubulação pega ar. Mas Bauru tem fornecimento em período integralâ€, afirma o presidente da empresa, Sérgio Macedo.
O assessor da Presidência, Wilson Dionísio, acrescenta que o hidrômetro é movido por turbina e gira nos dois sentidos. “O ar entra na rede pelo cavalete, pela bóia da caixa (pela saída da tubulação), então, o hidrômetro vai girar ao contrário e desmarcar. Quando a água vier e expulsar este ar, o contador voltará ao ponto em que estava quando houve a interrupção do abastecimentoâ€, conclui.
Macedo destaca que foram as empresas fabricantes de equipamentos eliminadores de ar que deram o alarme sobre esta questão. “Eles vendem cada aparelho por R$ 200,00 e esses equipamentos ainda não foram aprovados pelo InMetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) e estuda-se até a possibilidade de que eles alterem o sistema de distribuiçãoâ€, completa.