Bairros

DAE promete reformas e melhorias

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

O argumento do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para pleitear e conseguir o aumento de 26% na tarifa a partir deste mês foi a necessidade de reformas e ampliações. Diante do questionamento dos consumidores e das constantes reclamações sobre o serviço, o JC nos Bairros traz uma radiografia da rede de abastecimento e mostra quais os planos da autarquia para melhorar os serviços.

O presidente da empresa, Sérgio Macedo, explica que o último reajuste da tarifa foi autorizado há mais de dois anos. Neste período, houve um aumento de 75% no valor da energia elétrica e 103% sobre os combustíveis. “E a energia deverá ter outro aumento de 9% em breve. Nosso sistema depende diretamente de motores e bombas. Nosso gasto mensal com energia varia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil de um faturamento de R$ 1,8 milhão”, alega.

Devido a esse elevado consumo de energia, a autarquia elegeu como uma das prioridades a construção de novos reservatórios. “Com um armazenamento maior, poderemos desligar as bombas nos horários em que a energia é mais cara sem prejudicar o abastecimento. Isso vai reduzir nosso custo de produção”, salienta.

Com o aumento da tarifa e a redução dos gastos, o DAE conseguiria recuperar sua capacidade de investimentos, ou seja, teria sobras de dinheiro no caixa para aplicar em outras melhorias.

ETA

Modernizar a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Bauru é outra necessidade imediata, segundo o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Construída em 1970 e responsável pelo abastecimento de quase 43% da cidade, a ETA apresenta alta taxa de vazamentos e ainda funciona com sistema manual e ultrapassado. O custo da remodelação é estimado em R$ 6 mi, mas as obras estão sendo feitas gradativamente.

“Desde sua inauguração, a ETA nunca passou por uma atualização tecnológica. A modernização e automatização vão permitir que se use menos produtos químicos. Além disso, o conserto dos vazamentos vai resultar em maior produção de água, com conseqüente redução dos custos ao término do processo”, salienta a Assessoria de Imprensa.

O DAE informa que, como o município não dispõe da verba integral, a reforma já está sendo providenciada aos poucos, quando sobra dinheiro em caixa. Por enquanto, uma das seis comportas já foi trocada e a compra das demais está sendo providenciada.

Apesar do orçamento alto, o projeto não prevê ampliação das instalações, apenas a modernização. Ao contrário, tanques de decantação deverão ser desativados e usados como reservatórios, segundo a empresa.

Conciliar

Para o presidente do DAE, a situação do abastecimento de água na cidade atualmente é “confortável”, abrangendo 99,9% da cidade. “Nossos investimentos têm que garantir que este índice permaneça alto, mesmo que a cidade cresça. Só no ano passado, fizemos 2,5 mil ligações novas e construímos mais 9 mil metros de rede. Parece pouco, mas cada metro custa R$ 22,00”, afirma.

Atualmente, Bauru produz quase 3 bilhões de litros de água por mês, com capacidade de armazenamento para 40 milhões de litros. “Nossa situação é confortável, mas não permite que fiquemos parados. Temos que pensar e programar investimentos de modo a conciliar o aumento da capacidade de reservação, o aumento da capacidade de produção (com a recuperação dos poços existentes e construção de novos poços), a manutenção e a setorização da rede existente”, ressalta.

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