No momento exato em que setores específicos do País se empenham em estimular, mais que até agora, a exportação universal do nosso café, sua principal produção agrícola, livros e artigos médicos estão surgindo aqui e além-fronteira realçando em todos os quadrantes os valores naturais dessa bebida, que não só brasileiros como toda a humanidade a adotaram como imprescindível e insubstituível à guisa de desjejum matinal. E por que o fazem os autores e respectivas publicações? Por que estudos científicos recentes, avolumando o muito que já se disse do assunto, estão destacando por aí, mais e mais, a sua importância? E também porque os benefícios que a preciosa rubiácea oferece, sem que muita gente os conheça, interessam a toda a imensidade de pessoas que vivem no Planeta.
O ingrediente mais conhecido e valorizado do café denomina-se cafeína, responsável pelo estímulo do sistema nervoso central. Mas a bebida possui outros componentes, provavelmente mais importantes para o ser humano, que são as lactonas, as quais atuam sobre o cérebro também beneficamente, quase na mesma proporção daquela, diminuindo a incidência da apatia e da depressão, ao mesmo tempo em que estimula a memória, a atenção e a concentração, e pode contribuir para prevenir o uso de drogas entorpecentes e do álcool embriagante, assim como diminuir a incidência de cirrose em alcoólatras inveterados. Nos jovens, o café estimula o sistema de vigília do cérebro, atuando diretamente nos neurônios que fazem o cérebro acordar e trabalhar com atenção. Daí, a recomendação no sentido de que a juventude habitue a ingerir o líquido diariamente pela manhã, conselho que é estendido genericamente a adultos também, normalmente necessitados de cabeça liberta e fresca... Aduza-se, porém, que os benefícios dos integrantes do café não ficam nisso, absolutamente não, pois entre eles aparecem a celulose, que incentiva os intestinos; os minerais, igualmente aproveitados em diversos setores do organismo, assim como os açúcares que, paralelamente com o tanino, completam o seu adorável sabor, juntamente com o material lipídico, responsável pelo seu aroma, também adorável. O consumo de café só não é recomendável à noite, no momento de dormir. Concordam os leitores com que tenhamos dito tudo quanto era necessário para prestigiar a divulgação que se faz em torno do produto, que diariamente canaliza dólares e outras moedas internacionais para os nossos cofres? Esperamos que sim, tanto mais que o fizemos tendo como pagamento, unicamente, a alegria deste coração de brasileiro. É a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado