Os alagoanos tem muito orgulho de sua terra e costumam dizer que o Estado tem tanta praia diferente, lagoas, cidades históricas, dunas e falésias multicoloridas, que o visitante precisa ficar pelo menos 15 dias lá, para conhecer um pouco do que reserva.
Maragogi, Dunas de Marapé, Marechal Deodoro, Penedo e o Delta do São Francisco são apenas alguns exemplos. Mas mesmo que o turista opte por ficar apenas em Maceió, não terá do que reclamar. A cidade é uma animação total, segura, luminosa e encantadora, por conta de um litoral privilegiado e lagoas de água doce onde a natureza é exuberante.
Alagoanos famosos, como o cantor e compositor Djavan, afirmam que Maceió é amor à primeira vista. Quem a conhece, logo se apaixona, se rende aos seus encantos, sempre volta e, às vezes, fica para sempre. Quantos gaúchos, paulistas, paranaenses, goianos, argentinos, italianos e de outras nacionalidades estão, hoje, radicados em Maceió? Muitos. Lá, encontram o seu porto-seguro, melhor qualidade de vida, segurança e paz de espírito.
Esses “forasteiros†se adaptam rápido à vida mansa da cidade, que conta com 800 mil habitantes e se tornam seus defensores intransigentes. Uns trabalham nos mais variados segmentos da economia. Outros, com mais recursos, montam seus próprios negócios, optando pelo ramo da hotelaria, restaurantes, bares e similares. Na orla marítima de Maceió, há vários estabelecimentos, principalmente na Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, pertencentes a pessoas de outros Estados e países.
Na verdade, o que mais atrai o turista, em Maceió, são as praias urbanizadas e próximas do centro comercial. O mar, cuja cor varia do verde ao azul-turquesa, os coqueirais, as areias alvas, a água morna e transparente é um privilégio. Mas não é só isso. O visitante também se deslumbra com a beleza da Lagoa Mundaú, com águas esverdeadas; com a gastronomia - farta e deliciosa - variado artesanato, rico folclore e o povo bom e pacato que habita a cidade.
Com relação à infra-estrutura, a Capital tem uma boa rede hoteleira, com hotéis de uma a cinco estrelas, bons restaurantes e barzinhos localizados, em sua maioria, na orla marítima. O cardápio é de dar água na boca: comidas à base de frutos do mar e também regionais, fora bebidas de diversos tipos, nacionais e importadas. Há também pousadas, albergues e apartamentos para temporada, um reforço na alta temporada de verão.
Praias
Em se tratando de praias, as mais procuradas são as de Pajuçara (onde há os Sete Coqueiros e uma piscina natural a dois quilômetros da costa), Ponta Verde e Jatiúca. Há outras mais afastadas, como Cruz das Almas, Jacarecica, Guaxuma, Riacho Doce, Mirante da Sereia, Pratagy e Ipioca, ao Norte. Fora dos limites do município, na chamada Grande Maceió, há praias que são visita obrigatória, como a do Francês, Barra de São Miguel, Gunga, no Litoral Sul. Ao Norte, as mais procuradas são as de Paripueira, Sonho Verde, Tabuba e Barra de Santo Antônio.
Restaurantes
Em se tratando de restaurantes e barzinhos, as melhores opções estão nas praias de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, onde quiosques padronizados, com toda infra-estrutura e bom atendimento servem deliciosos pratos e petiscos da culinária alagoana, além de bebidas diversas. Grande parte conta com música ao vivo, tornando o ambiente mais alegre e aconchegante. Para os que preferem ambientes mais afastados da orla, uma boa pedida são os restaurantes localizados nos bairros Stella Maris e Jaraguá, na zona portuária da cidade, revitalizado pela municipalidade. Lá, os sobrados e armazéns foram reformados e deram lugar a restaurantes, bares e boates, constituindo-se no novo “point†de Maceió.
Turismo cultural
Entre as atrações do turismo cultural, em Maceió estão o Palácio Floriano Peixoto, onde às segundas-feiras acontece a troca de guarda; a Associação Comercial; Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas; Museu Pierre Chalita; Museu da Imagem e do Som; Teatro Deodoro; Museu de Arte Brasileira (Fundação Pierre Chalita); Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres; Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; Igreja de São Gonçalo do Amarante; Sobrado do Barão de Jaraguá (atual Biblioteca Pública); Igreja de Santa Terezinha; Igreja do Bom Jesus dos Martírios e os mirantes de Santa Terezinha e São Gonçalo.
Artesanato
O referencial do artesnato, na capital alagoana, é o bucólico bairro do Pontal da Barra, a seis quilômetros do centro da cidade. Habitado por pescadores e artesãos, o Pontal comercializa delicados trabalhos de filé, redendê, bordados e outros produtos, a preços módicos. Os produtos ficam expostos na porta das modestas residências e nas lojinhas do comércio local. Outra opção do bairro é a gastronomia, saborosa, dos restaurantes e bares localizados às margens da Lagoa Mundaú. É de lá que saem os saveiros e outras embarcações à prainha, em Barra Nova, Marechal Deodoro, passando pelas nove ilhas.
Contudo, há outras boas opções para compra de artesanato em outras partes da cidade, como no Mercado de Artesanato, no centro, na feirinha da Pajuçara, Pavilhão do Artesanato, também na praia de Pajuçara, no Cheiro da Terra e em algumas galerias e pontos comerciais da praia de Pajuçara. Além do autêntico artesanato alagoano, nesses estabelecimentos são encontradas peças artesanais de outros Estados nordestinos.