Mulher

Administradora: Donas de casa e profissionais conciliam tudo

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

O desafio está lançado. E cada dia mais a mulher consegue vencer a batalha diária na luta para ser mãe, administradora, companheira e realizada.

O reconhecimento do sucesso profissional vem chegando, a mulher já pode falar mais alto quando o assunto é quem manda e sustenta uma casa. Mas ainda tem que brigar por melhores salários e driblar separações, conflitos pessoais e agendar cada minuto das 24 horas do dia para tentar ser mais feliz.

As executivas, que ocupam postos mais altos, já podem comemorar. Uma pesquisa do grupo Catho mostra que hoje elas têm um salário 10,3% menor que o dos homens. No ano passado, essa diferença era de 17%. Já na média, as trabalhadoras do Brasil ainda sofrem com a diferença salarial. Elas recebem o equivalente a 65% do salários dos homens que ocupam o mesmo cargo.

Além da igualdade de oportunidades, as mulheres bucam a realização. Querem ser bonitas, bem-sucedidas profissionalmente e um exemplo de mãe e esposa.

Casada com Marcos há 10 anos e mãe de João Pedro, de 8, Mariana de 5 e Fernanda de 3 anos, Suzana Nogueira Libório Godoy, diretora da Divisão de Biblioteca, enfrenta uma maratona para conciliar tudo.

Ela conta que sempre trabalhou fora e hoje o marido viaja e passa a maior parte dos dias longe de casa.

A alternativa para administrar a vida foi levar uma pessoa para morar na casa e fazer parte da família, além de contar com o apoio da mãe e da sogra. “Ao contrário de muita gente, eu amo a minha sogra. Aliás não consigo admitir não gostar de quem gerou a pessoa que você escolheu para ser sua. Fora isso, ela é companheira, me acode mesmo e faz delícias por mim e para os netos.”

O conceito de família é fundamental para Suzana. Ela reconhece que não passa muito tempo com os filhos, mas quando está com eles conta estórias, ajuda nas tarefas, leva para passear e preza ensinar os valores que se leva para o resto da vida.

Isso ela também acha fundamental para seu trabalho, pois se não tivesse esta estrutura provavelmente não conseguiria se dedicar por inteiro à profissão.

Mãe e sogra também são responsáveis pelos momentos a dois do casal. A ausência do marido valoriza a relação, que nunca cai na rotina e tem um elemento a mais na união da família, a saudade.

“Cada momento que passamos juntos é uma festa. A necessidade dos dois estarem trabalhando acabou sendo benéfica em todos os sentidos”, conta Suzana.

Filosofia oriental

Secretária executiva de uma empresa de grande porte, Alexandra Ayub Pauletti, trabalha desde a adolescência e é mãe de Isabela e José Pedro, de 7 e 6 anos respectivamente.

“Fiquei somente os quatro meses de licença sem trabalhar. A minha sorte é que tenho um braço direito que trabalha comigo há 12 anos. Ela é meu anjo da guarda e me dá apoio até na educação das crianças”. Alexandra conta que até quando acaba o gás ou precisa comprar ou pagar alguma coisa, sua empregada o faz sem ter que incomodá-la, muitas vezes até com o prórprio dinheiro.

A filosofia oriental de produtividade da empresa em que trabalha lhe deu subsídios para ser organizada e viver melhor, mesmo numa casa grande com cachorro e tudo o mais.

“Não guardo tralhas, só tenho o que uso e tudo prático, deixo muita coisa pronta de véspera, roupas, presentes, comida especial e resolvo 80% dos problemas por telefone ou internet”, explica. Dessa forma, ela encontra tempo para cuidar de si, curtir os filhos e fazer ginástica, unhas, cabelo...

O marido? Alexandra agradece por ele colaborar e adorar fazer supermercado (o que ela odeia) Como recompensa faz de tudo para conseguir um tempo exclusivo para os dois.

Alexandra se considera uma mulher feliz, realizada por ter tudo isso e por estar trabalhando no que gosta e tirando lições recíprocas de casa para o trabalho e do trabalho para casa.

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