Polícia

Suposta vítima de seqüestro apresenta versão incoerente

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Grupo Especializado em Resgate (GER) da Polícia Civil de Bauru ouviu, ontem à tarde, uma confusa estória sobre seqüestro. Um rapaz, filho de um empresário do ramo de postos de combustíveis em Marília, cujo nome não foi divulgado, apresentou-se a policiais rodoviários na Base da Polícia Rodoviária de Bauru afirmando que acabara de fugir de um casal de seqüestradores.

A Polícia Militar de Bauru passou a procurar os supostos seqüestradores nas proximidades da Vila Santa Luzia onde, segundo o rapaz, eles teriam entrado no mato, mas não encontrou nenhum suspeito. O delegado J.J. Cardia, que coordena o GER, ouviu o rapaz e encontrou diversas incoerências em sua estória, além de descobrir que ele é usuário de drogas e já ausentou-se de casas em outras ocasiões, quando também disse ter sido seqüestrado.

Uma das incoerências da estória apresentada pelo rapaz é que ele foi seqüestrado por um casal com uma criança pequena e que todos ficaram dentro do carro de sua propriedade por três dias. Nesse período, segundo sua versão, eles teriam percorrido várias cidades da região até parar, ontem à tarde, em Bauru.

De acordo com o rapaz, os seqüestradores saíram do carro e entraram no mato ao aproximar-se de uma blitz da Polícia Rodoviária, na rodovia Marechal Rondon. Foi quando, segundo contou, assumiu de novo a direção do seu carro e foi até a Base da Polícia Rodoviária, onde disse ter sido seqüestrado.

Cardia entrou em contato com a Polícia Civil de Marília, que enviou cópia do boletim de ocorrência da comunicação do desaparecimento do rapaz, elaborado por sua família na última quarta-feira. No B.O. consta que não é a primeira vez que ele desaparece e retorna afirmando ter sido vítima de seqüestro. Diante das circunstâncias, após ouvir o rapaz que manteve a versão do seqüestro, e solicitar a presença da família dele, o delegado enviou para a Polícia Civil de Marília o expediente com o depoimento da suposta vítima. “O caso, se houve ou não seqüestro, será apurado pela polícia de Marília. Mas é possível que não passe de uma estória para justificar a ausência dele de sua casa”, explica Cardia.

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