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Vigias e alarmes "cuidam" das cidades


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A rua 13 de Maio, em Agudos, concentra as principais casas comerciais da cidade. Há pouco menos de um mês, assaltantes entraram pelo telhado de uma das lojas da rua durante a noite e, aproveitando a proximidade entre elas, fizeram um “arrastão”.

Mário Martins Ferraz, 60 anos, dono de uma loja de conserto de aparelhos eletrônicos, foi uma das vítimas. Com um detalhe: era o segundo assalto no mesmo fim de semana. Revoltado com a situação, resolveu mudar de ponto, onde trabalhava há mais de 30 anos. Os comerciantes que permaneceram no local contrataram um vigilante noturno fixo, para reforçar a segurança que já vinha sendo feita por vigilantes de moto.

Os motoqueiros uniformizados, por sua vez, cuidam de cerca de 240 casas de Agudos. De acordo com o proprietário da empresa, Witor Pavan Roli, sua empresa auxilia a polícia nas rondas noturnas, num trabalho que ele classifica como “preventivo”.

Roli também é proprietário de outra empresa de segurança na cidade, que instala e monitora alarmes nas residências e casas comerciais. “Antes, o alarme só era acionado quando o morador saía. Hoje, nós temos um sistema de segurança para quem está dentro da casa também”, conta.

Cerca elétrica

Em São Manuel, que tem cerca de 36 mil habitantes, a grande quantidade de pequenos furtos no interior das casas obrigou alguns moradores a rodear os muros com cerca elétrica. Sandro Geraldo da Rosa, proprietário de um loja de artigos como sirenes de alarme e circuitos fechados de TV, diz que a demanda por equipamentos de segurança está cada vez maior. Só em residências, Rosa calcula que instala em média cinco “kits” por mês.

As cercas elétricas são preferidas também em outros casos, que não envolvem diretamente problemas com furto ou roubo. A violência obrigou a família de Fabiane Gabriel, 17 anos, também de São Manuel, a utilizar esse tipo de proteção em casa.

Segundo a garota, um rapaz, usuário de crack, passou a persegui-la e chegou até a invadir sua casa. “Além da cerca, eu trouxe dois cachorros para cá. Agora eu fico mais tranqüila”, diz. Numa praça da cidade, Henrique Capela da Silva, 48 anos, resume a situação. “Há dez anos atrás, ninguém conhecia alarme de carro; hoje, todo mundo tem”, observa.

Via rádio

Num bairro de classe média de Lençóis Paulista, quase todas as casas tem indicações de proteção por alarme via rádio em sua fachada. Genivaldo Barbosa, 42 anos proprietário da empresa que instala, opera e monitora o sistema na cidade, afirma que presta serviços para mais de 300 clientes, fora os que tem apenas o alarme “simples”.

A proteção que Barbosa vende é bastante sofisticada. A partir de sua central, ele recebe, via rádio, informações até de um cômodo específico da casa do cliente. Ao sinal de problemas, Barbosa aciona a polícia. “A sirene sozinha mais atrapalha do que alerta. As pessoas sempre pensam que ela ‘disparou’ por acidente”, relata. Os clientes da empresa de Barbosa, que faz parte de uma franquia, comunicam se estão saindo de viagem ou se há carros diferentes na garagem. Também caberia a ele o projeto, já antigo, de instalação de câmeras no centro de Lençóis Paulista, que fariam o monitoramento diuturno do movimento nas ruas. A idéia foi sugerida pela polícia local, mas os comerciantes consideraram o custo alto. “Mesmo assim, nós mandamos sempre um relatório sobre a segurança para os nossos clientes do comércio”, afirma.

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