Os artesãos das feiras do Movimento Mão Caipira e Feira de Arte e Artesanato de Bauru (Ubá), que foram realizadas ontem em Bauru, ficaram satisfeitos com a presença da população na Praça Portugal e no Parque Vitória Régia, respectivamente. Eles acreditam que, aos poucos, a cultura de freqüentar feiras de artesanato e consumir os produtos comercializados vai fazendo parte da cidade.
O secretário da Cultura, Sérgio Losnak afirmou que a decisão de se realizar a feira Ubá, ontem, foi tomada pelos expositores e não pela secretaria. Para o secretário executivo e criador do Movimento Mão Caipira, Ralf Campos, a Secretaria da Cultura deveria realizar a feira Ubá em dia diferente da coordenada por ele. “Nossa cidade já não tem muito atrativo turístico, então duas feiras realizadas no mesmo dia não é interessanteâ€, afirma.
Ele explica que desde o final do ano 2000, quando a feira Mão Caipira teve início, sempre foi realizada no segundo domingo do mês.
Para Losnak, as feiras realizadas em dias diferentes também serão melhores, mas a decisão, de acordo com ele, cabe aos artesãos.
Losnak disse ainda que a Ubá tem uma proposta diferente da Mão Caipira. “Nós fomos procurados por um grupo que fazia parte do Movimento Mão Caipira, que por problemas internos, se separaram dos outros. Assim, nós conseguimos formar um grupo grande de pessoas que idealizava algo a ser feito de uma forma diferente daquilo que estava sendo feito no Mão Caipira. Então aí eclodiu a Ubáâ€, explicou.
Campos disse que o público que freqüenta a feira Mão Caipira já conhece a qualidade e o trabalho dos artesãos, por isso é um público diferenciado. Ele acrescentou que o Movimento Mão Caipira despertou na Prefeitura Municipal o fato de que existe um setor que precisa ser atendido que é o setor da arte popular.
Os artesãos estavam satisfeitos com as vendas. Para a artesã Florise Banavieira Carrenho, 52 anos, que expunha no Parque Vitória Régia, o fluxo de pessoas superou as expectativas. “Esse mês foi melhor do que o passadoâ€, disse. A também artesã Maria Helena Martins, 39 anos, concorda com Florise. “Nós estamos muito satisfeitos com a presença dos bauruensesâ€, afirmou. Já Sueli Nunes, 50 anos, acha que faltou divulgação e que a feira deveria se estender até as 20 horas. “As pessoas preferem vir no período da tarde, então eu acredito que se ficássemos até as 20 horas, seria melhorâ€, contou.
Na Praça Portugal, a artesã Deizi Jampietro estava satisfeita com suas vendas. Ela disse que diversas pessoas comparecem na feira e se interessam pelos trabalhos. “Com o estímulo das vendas, nós melhoramos cada vez mais nosso trabalhoâ€, afirmou.