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Homem é morto a pedrada em Lençóis

Redação
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Lençóis Paulista - José de Paulo Brasílio, 20 anos, foi morto com uma pedrada na cabeça enquanto estaria tentando roubar o ajudante de soldagem Oswaldo Leite Baraúna, 55 anos, na noite de sábado, dia 9. O autor do homicídio foi o próprio Baraúna, que confessou o crime. Esse foi o primeiro registro de homicídio do ano na cidade.

Segundo o delegado titular de Lençóis Paulista, Luiz Cláudio Massa, o crime ocorreu próximo a um bar localizado no bairro Júlio Ferrari, onde moravam os envolvidos.

De acordo com o delegado, Brasílio teria ido ao bar no fim da tarde de sábado, junto com o pintor Paulo Rogério Domingues, 22 anos, e um outro rapaz, identificado por Willian, com o objetivo de “acertar contas” com um outro indivíduo que lá estaria.

No bar, a vítima teria encontrado Baraúna e o obrigado a pagar cerveja e pinga para ele, sob ameaça de agressão. Massa conta que o autor do homicídio já fora roubado pelo próprio Brasílio em duas ocasiões - a última, há cerca de dez dias.

Com medo, Baraúna pagou a conta, mas resolveu ir embora em seguida. No entanto, ele deixou Brasílio perceber que estava com uma grande quantia de dinheiro na carteira, pois havia acabado de receber seu pagamento, de cerca de R$ 300,00.

A vítima teria comentado com os amigos, ainda no bar, que iria perseguir Baraúna e cercá-lo alguns quarteirões a frente. Ele teria exibido, inclusive, um facão que carregava. Ao sair do local, foi seguido pelo amigo Domingues, que supostamente queria impedir o roubo por estar “sensibilizado” com a situação de Baraúna.

No momento em que Brasílio se aproximava de sua “quase vítima”, já de facão em punho, Domingues o teria atingido com uma “voadora” nas costas. Caídos no chão, os amigos teriam travado uma breve luta. De acordo com Massa, nesse momento Baraúna teria jogado uma pedra de granito de “tamanho considerável” na cabeça da vítima, que desmaiou. Assustados, ambos deixaram Brasílio no local, que morreu antes de ser socorrido.

Circunstâncias

O delegado Massa afirma que não tem motivos para efetuar a prisão temporária de Baraúna, que tem residência fixa e não tem antecedentes criminais. A reconstituição do crime deve ocorrer ainda nesta semana.

“Ele (Baraúna) agiu de acordo com as circunstâncias. Ficou com medo e jogou a primeira coisa que apareceu”, relata. Uma eventual legítima defesa deverá ser apurada pelo juiz.

Quanto a Domingues, que brigou com o amigo morto para impedir o assalto, o delegado entende que pode ser configurada uma legítima defesa de terceiros.

A polícia também tenta levantar evidências de que Brasílio já havia assaltado outros freqüentadores do bar, aproveitando o estado de embriaguez das vítimas. â€œÉ muito comum ocorrer roubos em situações desse tipo”, afirma.

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