A dona de casa Helena da Mata, filha do comerciante, reclama da falta de policiamento no bairro. “A polícia passa muito pouco por aqui. O bairro é violento. Observe que muitos estabelecimentos comerciais foram fechados. Os comerciantes não agüentam tantos assaltosâ€, explica.
Ele frisa que pediu ao pai para não abrir um bar. “Eu disse a ele que não abrisse bar porque o bairro é violento, mas ele não conseguia viver com a aposentadoria. Ele prometeu fechar o bar cedo, no máximo às 21 horasâ€, conta.
Helena ressalta que após seu pai ser morto procurou a polícia. “Liguei no 190. A ligação caia e ninguém atendia. Consegui falar e o atendente ficou fazendo mil perguntas. Só depois de 30 minutos é que a viatura chegou. Meu pai já tinha sido socorrido pelo vizinhoâ€, afirma.
A filha do comerciante acha que se a polícia tivesse chegado logo, os autores do crime teriam sido presos. “As testemunhas dizem que um menino, aparentando 13 anos, desceu a rua correndo com um revólver. Ele se embrenhou no mato. Eles demoraram tanto que ele sumiuâ€, relata.
Segundo o comandante da 7.ª Companhia da PM, capitão Manoel Messias Mello, o atendimento foi feito em menos de 15 minutos. “A primeira ligação feita ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) foi às 19h30. A pessoa não conseguiu transmitir a mensagem. Só chorava. Ligou de novo, às 19h32, conseguiu falar o que tinha acontecido, mas não dizia o endereçoâ€, conta.
Por volta das 19h36 a viatura foi despachada para o local e chegou às 19h50. “O tempo resposta está dentro do previsto, levando em conta que a rua fica na Pousada 2â€, explica. O capitão frisa que as conversas entre o atendente do Copom e a família da vítima estão todas gravadas. “Nós temos todos os registrosâ€, frisa.