O prefeito Nilson Costa (PPS) reagiu, ontem, à ameaça do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), que não descarta a possibilidade de iniciar um movimento grevista para protestar contra a proposta da administração em reajustar em 6% os salários da categoria e conceder aumento de 10% no valor do vale-compra.
Em reunião realizada anteontem à noite, os servidores rejeitaram a proposta do prefeito e instalaram uma assembléia permanente para acompanhar as negociações, com a possibilidade de paralisação das atividades a qualquer momento.
Na segunda-feira, representantes da Prefeitura de Bauru e da entidade sindical realizam nova rodada de negociações. A expectativa por parte da direção do Sinserm é de que a discussão evolua para uma nova proposta por parte de Nilson.
O prefeito, no entanto, adianta que as dificuldades “são muitas†e que não há clima para greve. “O processo de negociação não está encerrado. Nós ainda estamos conversandoâ€, pondera.
Na opinião dele, é preciso lembrar que os salários e benefícios da categoria estão sendo pagos em dia. “A administração não está se negando a dar o reajuste possível. E, conseqüentemente, eu acredito que qualquer medida radical seria contrária aos interesses dos servidores e da população em geral.â€
Ele diz que da parte da administração “há empenho†para se chegar a um consenso com a entidade que representa a categoria. “Ao contrário do ano passado, em que nós não pudemos dar aumento porque a lei não permitia, neste ano nós vamos nos valer do dispositivo constitucional e estamos oferecendo aquilo que o Município vai poder pagar.â€
Vale-compra
Nilson ressalta que o valor do vale-compra do servidor, de R$ 99,99, “é um dos maiores do Paísâ€. Com o reajuste, o benefício passaria a R$ 109,98. “Normalmente, o valor do vale-compra das prefeituras é de R$ 25,00, R$ 30,00, R$ 40,00 ou R$ 50,00.â€
O prefeito prefere não adiantar se a Prefeitura vai encaminhar uma nova proposta de reposição salarial na reunião de segunda-feira. Mas lembra que a data-limite para aplicar o reajuste ainda nos salários deste mês é o dia 25.
“Se não houver acordo, vamos ter que passar para a frente.†Ele explica que a discussão com o sindicato não está restrita somente ao índice de reposição salarial. “Temos várias cláusulas nesse debate. Temos feito concessões e procurado colaborar para que possamos melhorar a situação do funcionalismo.â€