Regional

Projeto gera empregos em Agudos

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Agudos - Os dez integrantes do projeto “Broto Verde” têm muito mais coisas em comum além do fato de que estavam desempregados e agora trabalham juntos durante oito horas diárias no cultivo da terra.

Eles também passaram a compartilhar dos mesmos sonhos e esperanças. Conseguir ajudar a família a pagar as contas, melhorar a alimentação e, quem sabe, ter até mesmo condições de comprar uma casa própria.

Lucinéia Xavier, de 25 anos, mãe de quatro filhos, está há um mês no projeto. Apesar do pouco tempo, ela já faz planos para o dinheiro que deve conseguir com a venda das verduras e legumes; quer uma casa.

Lucinéia já esteve empregada numa frente de trabalho da Prefeitura de Agudos, onde teve a oportunidade de fazer um curso de jardinagem e agora não tem tantas dificuldades em lidar com a formação e o cultivo dos canteiros.

A mãe de Lucinéia, Jandira Gomes Xavier, 45 anos, é outra que também está acreditando no Broto Verde. Além de Lucinéia, Jandira tem um filho de 8 anos e uma filha de 17 anos, que está grávida. Há três meses no projeto, ela diz que a cesta básica ajuda a complementar as despesas com a alimentação.

Trabalhando ao lado de Jandira, Jucelino de Oliveira, 51 anos, é outro que encontrou no projeto a oportunidade de ter um emprego e voltar a sonhar com a casa própria. Ele tem experiência com a terra e está satisfeito com a plantação de hortaliças, que já ocupa grande parte do terreno, às margens da estrada vicinal que liga Agudos a Borebi.

Fátima Rodrigues da Silva, 23 anos, participa do projeto há três meses. Ela ajudou a carpir o local e agora rega os canteiros e acompanha, dia após dia, o crescimento das plantas. De chapéu na cabeça, ela sonha com o dia em que terá sua própria casa. Para isso, torce para que o projeto dê certo.

Inclusão social

O projeto “Broto Verde” começou a ser implantado no ano passado, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura. Ele é fruto de uma parceria entre o município e o Fundo Social de Solidariedade, que conseguiu uma verba de R$ 8 mil do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp), para a compra dos primeiros materiais, como as estufas, por exemplo.

A prefeitura providenciou o local onde foram construídas essas estufas e passou a ajudar na manutenção do projeto. Além disso, o município disponibiliza ainda os recursos humanos, como uma assistente social e um técnico agrícola que cuidam desde a implantação até o monitoramento contínuo do desenvolvimento do projeto.

O Broto Verde foi idealizado pelo setor de Promoção Social da prefeitura e tem como objetivo gerar renda e emprego para famílias carentes do município e ao mesmo tempo incentivar a volta da cultura agrícola. Os participantes do projeto recebem mensalmente uma cesta básica e vão ficar com os lucros da venda das hortaliças. A primeira colheita deve ser feita nos próximos dias.

A intenção da prefeitura é transformar o projeto em uma cooperativa. Com isso, ajudaria no crescimento da economia local, na criação de mais postos de trabalho e, conseqüentemente, na melhoria da qualidade de vida da população mais necessitada.

Supermercados, hotéis, restaurantes e quitandas já mostraram interesse em comprar a produção agrícola do projeto.

De acordo com a diretora da Promoção Social e vice-presidente do Fundo de Solidariedade, Ana Maria Caputti, o projeto tem também o papel de minimizar o grave problema social gerado pelo desemprego. “Além de dar uma ocupação aos participantes, o Broto Verde tem o papel fundamental de resgatar a dignidade, a auto-estima e de promover a inclusão social destas pessoas”, afirma Ana.

Comentários

Comentários