JC Criança

Exemplo de respeito à voz

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

O garoto Danillo Vieira, 13 anos, é um bom exemplo da importância dos cuidados com seu aparelho fonatório. Ele começou a cantar aos 9 anos em videokê. Sua voz afinada sempre cativou adultos e crianças. Só que a vontade de cantar cada vez mais, teve conseqüências. “Eu comecei a ficar rouco, estava com gripe e não passava”, explica o cantor.

Na época (isso já faz tempo e ele já está curadíssimo), Danillo foi encaminhado à fonoaudióloga e aprendeu a cuidar de sua voz. “Eu fazia respiração errada, agora eu aprendi e não abuso mais. Também faço o aquecimento antes de cantar e depois o desaquecimento”, explica Danillo.

“As crianças que estão começando a cantar, não devem usar a voz de maneira errada ou ficar abusando. Se tiver algum sintoma, é bom procurar pessoas especializadas”, orienta. “Eu faço sessões de fono, tenho uma lista de exercícios para fazer pela manhã, à tarde e à noite.” Sempre apoiado pela mãe, Eliana Fátima de Souza Vieira, 38 anos, ele tem feito apresentações em Bauru, região e em muitos eventos.

Ontem, ele esteve em São Paulo para gravar sua participação no programa “Gente Inocente”. Danillo participa do quadro “Eles são o show” que deverá ir ao ar em breve. Feliz com o convite e nem um pouco nervoso, Danillo explicou que o tempo ajudou a se acostumar com a rotina de shows e a montar um repertório equilibrado, com músicas mais altas e outras mais baixas. Depois que você faz aula de voz, você aprende a não forçar. Vira rotina.”

Para a apresentação em São Paulo, o jovem cantor escolheu as músicas “Olha para mim”, de Clayton e Camargo, e “Todas as coisas do mundo”, de Leonardo. “Esta última é uma música que dá para interpretar muito bem”, comenta.

Irmãs cantoras

Natália Helena dos Santos de Toledo, 12 anos, e a irmã Julinana Helena dos Santos de Toledo, 10 anos, sempre gostaram de cantar e até ganharam um videokê. No começo era farra todos os dias, com o tempo a freqüência do uso diminuiu e agora o aparelho queimou, mas elas nem se preocuparam.

A Natália é do tipo que canta o dia todo, mas sem forçar a voz. “Cresci ouvindo músicas com a minha mãe. Eu sempre decoro as letras e às vezes cantarolo o dia inteirinho”, comenta. Ela comenta que eventualmente gosta de cantar “aquelas músicas altas”, mas não se lembra de sentir rouquidão, pois sempre há outras pessoas cantando e não dá para forçar muito.

Já a Juliana tem duas músicas preferidas: “Doce Vampiro” e “Catedral”. Ela comenta que algumas vezes, quando abusa no ensaio do coral, fica um pouquinho rouca, mas passa rápido. Sem pretenção de cantar profissionalmente, a dupla aguarda o conserto do videokê, mas sem abusos e com coerência!

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