Polícia

Vítima de clonagem tem R$ 5 mil de multas a pagar e perde 107 pontos

Rita de C. C. e Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Se você receber uma multa de uma cidade onde você tem certeza que nunca esteve por onde seu veículo nunca circulou desconfie porque pode existir outro carro clonado rodando com placas e chassi iguais ao do seu. O engenheiro civil André Luiz Neves da Silva, que mora em São José dos Campos, foi uma das vítimas. Ele recebeu 22 multas, num total de cerca de R$ 5 mil, todas aplicadas a um carro clonado com as placas de seu Uno, que está na garagem.

Há menos de 15 dias, foi apreendido em Bauru um Uno com placas e chassi iguais ao veículo de Silva, o que comprovou a clonagem. Além das multas, o engenheiro civil tem anotado em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) 107 pontos refentes a multas aplicadas ao carro clonado, mas que foram destinadas a ele.

Silva conta que não tira seu Uno da garagem há muito tempo porque, como havia várias multas para serem pagas, não fez o licenciamento no ano passado. “Eu descobri que havia um carro como o meu ao analisar as fotos das multas. O carro fotografado era um Uno, mas tinha adesivos que o meu não tem e as calotas eram diferentes”, conta.

A partir daí, Silva entrou com recurso no Departamento de Trânsito (Detran) pedindo o cancelamento das multas e a retirada dos pontos de sua CNH, mas ainda não conseguiu regularizar a situação. Agora, com a apreensão de um Uno em Bauru com as placas e chassi iguais ao do seu carro ele espera resolver o problema.

O delegado titular da DIG, J.J. Cardia, explica que recebimento de multa de local onde o carro não circulou é um indício de clonagem. “Especialmente se o seu carro está com você e ao mesmo tempo foi multado em outro lugar. Pode ser que exista um outro veículo rodando com as mesmas placa”, conta. No caso do carro ser multado, cabe recurso, que isenta o verdadeiro dono do pagamento, explica o delegado. “O dono do veículo pode entrar com um recurso provando que o carro dele não saiu da cidade e através do Detran conseguir provar que existe um clonado”, diz.

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